O aposentado Paulo dos Santos Andrade, 34, morador no Jardim Paineiras, disse ter passado um grande susto na última quinta-feira, quando voltava de uma consulta no HC (Hospital das Clínicas), em Ribeirão Preto, em uma ambulância da Prefeitura de Franca.
Perto de Brodowski, teria havido um princípio de incêndio no motor da van Hyundai, que o transportava. Além de Andrade, que é deficiente físico (não anda), outros três pacientes, dois acompanhantes e o motorista estavam no veículo.
Segundo o aposentado, as cinco pessoas que estavam na parte de trás da ambulância sentiram forte cheiro de queimado vindo da cabine. Antes mesmo de perguntarem ao motorista, viram que o veículo foi parado bruscamente no acostamento.
Logo depois, o motorista abriu a traseira da Hyundai e disse que havia um princípio de incêndio. Chegou a pegar uma garrafa de água dos passageiros para controlar a situação. Pouco depois, voltou e disse que estava tudo bem. “É uma situação difícil, pois todos ali estão com alguma doença. Fiquei com medo e indignado: como colocam um veículo desse para carregar pessoas? É absurdo. Desrespeitam a gente e o coitado do motorista”, disse.
Para Andrade, mesmo quando a ambulância não pega fogo, as condições de transporte de pacientes são ruins. “Eles pintam o veículo por fora. Para quem olha está bonito. Mas, lá dentro é um lixo”, disse. “Tem uma maca e duas banquetas. Se entrar um obeso, não cabe acompanhante”.
O secretário de Saúde, Alexandre Ferreira, que não permite que seus subordinados comentem problemas de sua pasta, não atendeu à reportagem para falar sobre o episódio.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.