A funcionária que trabalha com o ramal que concentra mais de 90% das ligações para o telefone celular da garota de programa de Divinópolis apresentou sua defesa no processo interno da Câmara no dia 21 de dezembro. Entre outras coisas, ela lança suspeitas sobre a confiabilidade do sistema telefônico e nega qualquer envolvimento com os telefonemas. “Não conheço ninguém que more em Divinópolis e também nunca estive lá. Aliás, não conheço ninguém com telefones com DDD 37”, disse.
Em sua defesa escrita, a servidora afirma que também tentou, sem sucesso, contato com o dono do celular que recebeu as mais de 200 ligações. “O telefone estava sempre na caixa postal”, diz. Ela relata ainda um fato estranho. “O telefone instalado na mesa em que trabalho tocava o dia todo e, quando eu ia atender, a pessoa do outro lado da linha desligava. Cheguei a comentar esse fato com colegas. Não entendia o que estava acontecendo”.
A funcionária ora usa o sistema telefônico da Câmara a seu favor e ora questiona a exatidão do mesmo sistema. “Ligações interurbanas, tanto para telefone fixo como para celular, são bloqueadas, só podem ser feitas via PABX, e são limitadas a um número diário de três telefonemas, pelo menos é o que tenho conhecimento de longa data”. Em seguida completa. “Acredito que podem ter ocorrido falhas técnicas no software de controle de origem das ligações, não tenho conhecimentos específicos do assunto, porém fui informada de que o sistema não é 100% confiável”. A servidora ressalta o fato das ligações não partirem apenas de seu ramal e diz que não poderia assumir, de maneira alguma, uma culpa que não é sua. E usa seu histórico profissional como ponto a seu favor. “Não posso assumir esse tipo de culpa que tentam jogar sobre mim. Não assumo porque sou uma funcionária com 27 de anos de serviços prestados e minha ficha não tem registro de nenhuma falha ou punição de qualquer tipo ou natureza”, termina.
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