Atletas sofrem com distância da família


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O atacante Edmilson, 33 anos, treina no campo do Jardim Brasilândia: jogador que começou na Bahia jogava em Camaçari, no Espírito Santo, e mora em Belo Horizonte
O atacante Edmilson, 33 anos, treina no campo do Jardim Brasilândia: jogador que começou na Bahia jogava em Camaçari, no Espírito Santo, e mora em Belo Horizonte
A concentração do elenco da Francana na Série A-3 do Paulista será intensa até o próximo mês. A maior folga entre os jogos deve acontecer após a partida contra o Olímpia, no dia 17. Já que a data está próxima do Carnaval, no dia 20, essa semana deverá oferecer a primeira folga prevista para ver os filhos e a família. Até lá, resta aos jogadores que moram longe curtir a saudade. Principalmente, os pais recentes. O atacante Edmilson é um desses “corujas” que tem de se contentar em apenas ouvir a filha, de seis meses, ao telefone. O jogador mora em Belo Horizonte e uma viagem até a capital mineira dura pelo menos cinco horas. “Quando a saudade aperta, a gente liga. Só assim falo com minha filha. Logo depois de conversar comigo às vezes ela chora muito”, lamentou o papai, que também tem outro filho, um adolescente com 17 anos. Ele não esconde as lágrimas. “Fui pai muito novo e o período que minha filha está agora é muito bom. Mas a gente tem de trabalhar e a família entende”, comentou o atacante Edmilson. O goleiro Denilson é outro que tem uma filha com um ano de idade e só próximo do Carnaval irá visitá-la. A menina e a mulher do arqueiro moram em Guaxupé (MG). Já o lateral-esquerdo Luiz Felipe, de 17 anos, deve esperar um pouco mais para ver os pais em Petrolina (PE). O jogador é o que tem residência mais distante, mas se diz acostumado a ver os parentes em pequenos espaços de tempo. Desde os 12 anos já está longe de casa, quando foi treinar na base do Cruzeiro. Para substituir a preocupação com a família, os atletas se voltam para os treinamentos e pela luta por uma vaga no time titular. O treinador Wantuil Rodrigues realiza hoje um coletivo, em Ribeirão Corrente, que deve auxiliá-lo a definir os titulares. No domingo, à tarde, o primeiro jogo-treino acontece contra o Botafogo em Miguelópolis. Edmilson, com seus 33 anos, é um dos fortes candidatos a começar no ataque da Veterana. À mesma posição ainda concorrem os conterrâneos Viola e Léo, além do alto Nenê, com mais de 1,80 metro, e que veio do time União Barbarense. Denilson deverá ser o titular no gol e o jovem Conrado, com 23 anos, briga pela posição. Já Luiz Felipe, que chuta forte, é aposta do treinador Wantuil e disputa a vaga com Rogério, de 22 anos, na lateral esquerda. Apesar dessa rivalidade comum em mostrar serviço para entrar jogando, técnico e jogadores preferem não polemizar. “O objetivo de todo mundo é ser titular e agora cada um tem 50% de chance”, disse Edmilson. Os treinos continuaram ontem e pelo segundo dia o zagueiro Jucimar Baiano ficou de fora para se recuperar de uma leve entorse no tornozelo.

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