Bruxa solta


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Um clássico paulista que vale a liderança do Campeonato Estadual Masculino de Basquete. Assim será o jogo de amanhã entre Unimed/Franca e Rio Claro, no Ginásio do Póli. O time local, no entanto, pode não estar completo e dois pivôs não devem atuar. Ao que tudo indica, o pivô Murilo não será liberado pelo departamento médico. Ele torceu o pé direito pela terceira vez este ano e passa por tratamento intensivo tanto para curar a contusão como para fortalecer o membro e evitar novos entorses. Os jogadores de Franca tiveram a segunda-feira de folga e voltaram a treinar ontem. Murilo, no entanto, que faz sessões de fisioterapia duas vezes por dia, não realizou atividades com o grupo. Já o novato Rafael Mineiro, 18, corre o risco de sequer disputar o campeonato. O prazo para inscrições de atletas junto à FPB (Federação Paulista de Basquete) venceu no segundo jogo do returno, ou seja, no dia 20 de dezembro de 2006. Franca fará amanhã seu terceiro confronto pelo Estadual. Portanto, não haveria mais tempo hábil para a inscrição do pivô, só contratado no dia 24 de dezembro passado, após a para-lisação do campeonato. De qualquer forma, a diretoria tentará uma solução amigável com a FPB. O presidente do Conselho Deliberativo do clube, Rubens Elias Calixto, foi a São Paulo tentar em um encontro com o presidente da Federação, Tony Chaqmaty, conseguir a liberação do atleta. Sem uma resposta positiva e por escrito, ele não entrará em quadra. AS CONTUSÕES As contusões de Murilo preocupam a comissão técnica do Unimed/Franca. Assim como o resto do time, ficou sem treinar por causa dos feriados de fim de ano. No dia, na reapresentação (dia 2 de janeiro) torceu o pé durante um coletivo. Fez fisioterapia e ficou até quarta-feira sem treinar, quando, acompanhado do fisioterapeuta Rogério Barbosa, viajou com o grupo para Londrina (PR). Na quinta fez um treino leve de manhã e jogou à noite. “Não estava na melhor forma. Mas consegui jogar sem sentir dor”, disse. No domingo, Murilo entrou na partida contra Joinville (SC) e no terceiro quarto torceu o mesmo pé. Foi até o vestiário, reforçou a proteção, que é feita com faixa em volta de todo o tornozelo, e voltou para a quadra. Pouco depois, ao subir para a cesta, caiu em cima do pé de Shilton, de Joinville. “Senti muita dor e não voltei mais”. O fisioterapeuta Rogério Barbosa disse que Murilo dificilmente estará apto a jogar na quinta. Para ele, Murilo é dúvida inclusive para o jogo de domingo em Araraquara, contra a Uniara. “Estamos fazendo um tratamento forte no tornozelo do Murilo, mas provavelmente ele terá dificuldades em participar do jogo de quinta”, disse. Rogério também contou que o período ideal de tratamento varia entre duas a três semanas, mas que tentará fazer com que o pivô volte bem antes desse tempo. “Se conseguirmos colocar intensidade no tratamento e ele reagir bem, com certeza voltará bem antes desse tempo, que é o que estamos tentando. Mas ele precisa se curar primeiro para depois voltar a jogar. Pois se ele voltar sem estar 100%, corre o risco de novas lesões”, disse.

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