Eu já passei por situação pior do que a apresentada pela matéria (o Comércio publicou matéria em 7 de janeiro sobre família com sete filhos sem nada para comer) e entendo as razões da mãe que gritou por ajuda. Mas não concordo com a forma. Se esta senhora deixou de trabalhar para cuidar dos filhos, existe creche para casos do tipo. Eu punha meus filhos num carrinho de bebê e saía, oferecendo para limpar quintais, jardins, lavar banheiros, muitas vezes em troca de um banho e roupa lavada para os meus meninos. O marido, mesmo sendo ex-presidiário, também podia ajudar, ficando com os filhos enquanto ela trabalhasse. Ou então, podia oferecer serviços de qualquer tipo batendo às portas da casas, seja lá por quanto dinheiro pudessem lhe dar. Teria, ao final de cada dia, pelo menos para o leite. Se a família não está pagando aluguel está um pouco mais fácil. Eu pagava R$ 150 mais água, luz e comida mas nunca deixei a casa suja, meus filhos sem calçar, sem tomar banho e convivendo com ratos. Acho que pobreza não é vergonha, mas manter tudo sujo é porquice (sic). Me desculpe se fui direta. Acho que eles precisam de ajuda sim, mas precisam muito mais é de orientação.
Fabiana Ribeiro
é leitora do Comércio da Franca
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