Driblar as dívidas não é uma tarefa fácil. É preciso colocar na ponta do lápis todas as contas a pagar e ficar atento a novas despesas. Não usar cheque especial, reduzir o uso do cartão de crédito, não comprar a prazo e tentar não ultrapassar o limite do orçamento. Essas são algumas das orientações do economista Alfredo José Machado. Segundo ele, os juros do cheque especial são muito altos e podem agravar ainda mais a situação. “Nem o cheque especial nem os cartões de crédito são as melhores opções”, disse Machado. Para quem recebe o 13º salário, o melhor é separá-lo e pagar os impostos e contas adicionais de início de ano, como IPTU, IPVA, matrículas e materiais escolares, as compras de fim de ano, e até mesmo as convencionais, como água, luz, telefone. No caso de quem extrapolou e já não tem mais sobras do 13º, a dica para sair do vermelho é fazer um financiamento que ofereça percentuais baixos de juros. De acordo com Machado, a média do setor financeiro de outubro de 2006 mostra um número assustador de juros. “Quem é acostumado a usar o crediário, o valor médio dos juros é de 61% ao ano, e para quem opta por pedir empréstimos pessoais, o juro se aproxima de 75,9%. O mais alto deles é o uso do cheque especial, com 143,5% de juros anualmente”.
Procurar mercadorias em promoções e, claro, tentar pagar à vista são as melhores precauções a serem tomadas.
“É importante que o consumidor não se deixe fisgar pelo imediatismo consumista”, conclui.
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