Com útero exposto, aposentada pede socorro


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A aposentada Dalvina dos Santos pede ajuda: “Não estou bem”, disse ela, que está sem atendimento desde sexta-feira
A aposentada Dalvina dos Santos pede ajuda: “Não estou bem”, disse ela, que está sem atendimento desde sexta-feira
Com o útero “pendurado” para fora da vagina, a aposentada Dalvina dos Santos, 76, e seus familiares percorreram uma verdadeira via crucis, de aproximadamente 14 horas, na última sexta-feira, em busca de atendimento médico. A idosa passou pelo Pronto-Socorro “Dr. Janjão”, Santa Casa, Secretaria de Saúde e Unidade Básica de Saúde da Estação, mas, ainda assim, voltou para casa com o órgão exposto. Além deste problema, Dalvina apresenta quadros de infecção urinária e anemia. A Santa Casa e a Secretaria de Saúde dizem que não houve nada de errado com o atendimento e não apontam solução imediata para o caso. A correria começou às seis horas daquele dia, quando Dalvina foi levada por filhos e noras ao “Janjão” para recolocar o útero no lugar. No local, a médica teria atestado que o caso era grave e recomendado a internação na Santa Casa. No hospital, o ginecologista teria entendido de forma diferente e avaliado que o caso não era grave, sequer passível de internação, e mandado a aposentada para casa. Indignados, os parentes de Dalvina, então, resolveram procurar a UBS da Estação, onde, novamente, o problema não foi resolvido. Sem mais opções, filhos e noras de Dalvina, que também é surda e sofre de problemas na coluna (não anda sozinha), procuraram o secretário de Saúde, Alexandre Ferreira. Foram atendidos, mas não tiveram um prognóstico favorável. “O secretário falou que a decisão de internar era do médico e que se este achou melhor não o fazer é porque não tinha necessidade”, disse o sapateiro Luís Antônio Oliveira, 36, filho da aposentada. Apesar da dificuldade para se comunicar, em razão da surdez, Dalvina conseguiu dizer, ao ver a reportagem, que “não está bem e que o corpo dói muito”. Para seu outro filho, o sapateiro João Terêncio, 46, a vida da Dalvina está em risco e ela não suportará por muito tempo se não receber atendimento bem-feito e rápido. “Ela chora de dor o dia inteiro. Sente dores mesmo. Está com tudo (útero) para fora, dá dó. É revoltante o que estão fazendo com ela”, disse Luís Antônio. A sapateira Fabiana Cristina da Silva, 30, nora da aposentada, reclamou ainda que Alexandre Ferreira teria sido “grosso e irônico” ao ser questionado sobre o atendimento prestado à sogra. “Disse que a gente estava indo atrás de conseguir interná-la porque não queríamos cuidar dela em casa. É mentira e estamos pensando em processá-lo”.

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