Na esperança de faturar o prêmio da Mega-Sena, que deve chegar a R$ 50 milhões, quinto maior da história, milhares de francanos procuram as casas lotéricas da cidade para arriscar a sorte. Em um levantamento informal feito pela reportagem do Comércio nas 14 casas lotéricas de Franca, nos últimos 20 anos os apostadores da cidade faturaram cerca de R$ 11,3 milhões, sendo que só um “sortudo”, em 2003, acertou as seis dezenas. Entretando, o felizardo recebeu “apenas” R$ 1,4 milhão, pois teve que dividir o prêmio com outras pessoas.
De acordo com os proprietários das lotéricas, nunca nenhum francano ganhou o prêmio integral da Mega-Sena. Já em outras modalidades, os apostadores locais têm um histórico mais animador. Há ëuatro anos, um morador da cidade faturou R$ 4 milhões por ter acertado as seis dezenas da primeira faixa da Dupla Sena. Em 2004, um taxista acertou os quinze números sorteados da Lotofácil e recebeu R$ 888 mil. Segundo os números das lotéricas, a soma dos prêmios mais altos que saíram na cidade foram os seguintes: Lotofácil, R$ 1 milhão; Mega-Sena, R$ 5,3 milhões, e a Dupla Sena, com R$ 5 milhões. Não foram contabilizados nestes números os prêmios menores, que são pagos diretamente aos apostadores nas casas lotéricas.
Na tarde de ontem, as filas eram imensas e vários francanos estavam confiantes que podem embolsar integralmente os R$ 50 milhões do sorteio de amanhã. O aposentado Antônio Donadelli Sobrinho revelou o que faria caso ganhasse o grande prêmio. “Reuniria toda a minha família e daria uma condição de vida melhor a todos. Também ajudaria meus amigos e pessoas necessitadas”. Além de fazer três jogos para ele, Donadelli também adquiriu um “bolão” coletivo com 33 jogos, que é vendido a R$ 5 nas lotéricas.
Já a auxiliar de limpeza Joana D’arc Estefânio, que faz suas apostas semanalmente, afirma que não teria muitas preocupações caso faturasse o prêmio que será sorteado amanhã. “Não faria mais nada da vida, não me preocuparia com as contas para pagar. Sombra e água fresca era tudo que eu queria”.
Carlos Roberto Pimentel, gerente de vendas de uma casa lotérica na Praça 9 de Julho, afirmou que o sistema da Caixa Econômica Federal está mais estável, diminuindo o tempo de permanência das pessoas na fila. “Felizmente o programa dos terminais está caindo com menos freqüência. É que o prêmio atrai muita gente e as filas são inevitáveis”.
REPASSES
Engana-se quem pensa que a maior parte do dinheiro gerado para as apostas é destinado à premiação. No caso da Mega-Sena, o prêmio corresponde a 34% das apostas. O restante é administrado pelo Governo Federal, que faz repasses de verbas às áreas de educação, cultura, esportes e seguridade social. Somente em 2006, R$ 2,079 bilhões tiveram este destino.
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