Festa dos Magos


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A festa dos Reis Magos sempre foi muito popular. Desde há muito tempo se diz que eram reis, que eram três, que procediam um da África, um da Ásia, um da Europa, e que eram: um branco, um amarelo, um negro. Guiados pela estrela tinham-se encontrado no mesmo ponto e depois tinham percorrido juntos o último trecho do caminho, até Belém: chamavam-se Gaspar, Melquior e Baltazar; tinham viajado no lombo de camelos e dromedários. Regressando cada um para sua terra, tendo atingido a respeitável idade de 120 anos, certo viram novamente a estrela, partiram e se encontraram numa cidade da Anatólia para celebrar a missa de Natal. No mesmo dia, repletos de alegria, morreram. Suas relíquias deram a volta ao mundo e hoje se encontram na Catedral de Colônia, na Alemanha. Se for apenas uma história, pouco importa; o mais interessante é perceber a mensagem que o evangelista São Mateus quer transmitir. Os magos pertenciam ao grupo de pessoas, muito conhecidas na antiguidade, que interpretavam sonhos, observando também o curso dos astros e estudando o vôo dos pássaros, e que sabiam ler a vontade de Deus através dos acontecimentos normais ou extraordinários da vida. É possível pensar que os magos conseguiram perceber, com o aparecimento da estrela, uma mensagem do céu. Os magos representam os homens e as mulheres do mundo inteiro, que se deixam guiar pela mensagem de paz e de amor de Cristo. Os magos representam a Igreja que é formada por povos de todas as raças, tribos, línguas e nações; a Igreja que busca ser iluminada pela luz de Cristo que tem poder de destruir qualquer tipo de treva que existe dentro de nós. Todos que estão no mundo devem conhecer esta luz que é Cristo. Deus que é nosso Pai tem um projeto no seu coração: todas as divisões e as particularidades devem desaparecer. À medida em que desaparecer do coração do homem a inveja, se tornará possível vivermos como irmãos, sem suspeitas, sem ódios, sem homicídios, sem inveja. Somos filhos de um único Pai e somos herdeiros da salvação que o Menino do Presépio nos ofereceu na cruz dando sua vida por nós. Caminhando na Igreja encontramos a luz do Messias. Cada vez que escutamos a Sagrada Escritura, Deus nos ilumina, pois, revela-nos o seu amor e nos faz perceber quanto ele é bom. A própria Palavra de Deus diz que ela é como lâmpada para nossos passos. A palavra é forte, capaz de desinstalar nossa vida de todo e qualquer comodismo. Ela é viva e nos chama a abandonar tudo aquilo que causa confusão, discórdia e inveja. Quando deixamos estas coisas más para trás, a santidade de Deus produz vida nova em nós. PE. JOSÉ GERALDO SEGANTIN é pároco da Catedral Sé de Franca

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