A polícia de Franca indiciou ontem MLS, 22, pela morte de Gilmar Vilella, 24, ocorrida em 12 de agosto de 2006. Ele confessou o crime em depoimento tomado ontem à noite, mas vai responder em liberdade, já que não foi pego em flagrante pelas autoridades.
MLS era encarado como o principal suspeito do assassinato. Ele era filho da doméstica ZMS que teria sido estuprada por Gilmar na mesma noite em que foi morto, também por Gilmar, o industrial Francisco de Assis Tóloti (namorado de ZMS).
Poucas horas após o suposto crime sexual, Gilmar teria sido agarrado e espancado por um bando liderado por MLS na Rua Sabará, Jardim Brasilândia. Após as agressões, os acusados o jogaram em porta-malas de um Chevett e desapareceram. O corpo foi encontrado no dia seguinte, com marcas de espancamento, estrangulamento e cortes de faca.
Além dele, outros três companheiros - C, J e D - que participaram do evento, serão acusados como co-autores do crime.
Um deles já foi ouvido, enquanto os outros dois ainda não foram encontrados pelas autoridades. “Não há muito o que se fazer. É a legislação. Mas o caso está resolvido com a confissão. Ele pode até conseguir bons atenuantes no julgamento”, afirma o investigador Welington Amato, da DIG (Delegacia de Investigação Geral), que participou das investigações sobre o caso. Segundo o investigador, as condições do crime, realizado sob forte comoção, podem ajudar o jovem.
Segundo a Polícia Civil, o inquérito deverá ser formalmente encerrado e enviado à justiça nos próximos dias. O julgamento do caso ficará a cargo de um júri popular.
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