Oito homicídios desafiam a polícia


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Dos 22 homicídios ocorridos no ano de 2006, oito deles desafiam a polícia francana e permanecem sem solução. Apesar da criação de uma equipe especializada em homicídios na DIG (Delegacia de Investigações Gerais), a relação de mortes sem esclarecimento aumentou se comparada com a do ano de 2005, quando apenas três crimes ficaram sem ser elucidados. O levantamento feito pela Polícia Civil em relação aos homicídios do ano passado mostrou que os autores de crimes bárbaros, como o da desempregada Priscila Vital, 24, encontrada morta dentro do vestiário da praça da Vila Gosuen, permanecem soltos. O crime chama atenção pela maneira como foi executado. No dia 16 de maio, a vítima foi encontrada com os punhos amarrados e havia sinais de violência sexual. Parte de seu corpo estava queimada e a única pista que se tem é de que um ex-presidiário foi visto com a vítima no dia do crime. Outra mulher morta com requintes de crueldade foi a garota de programa Valdilene de Souza Lisboa, 21 anos. Ela foi espancada na madrugada do dia 19 de agosto em um terreno baldio no Jardim Integração. Segundo uma testemunha, a vítima foi vista sendo levada para o local por dois homens, logo depois foi encontrada sem roupas e com sinais de agressão. O delegado seccional Maury de Camargo Segui ressalta, em uma explicação contraditória, que os homicídios e as investigações não devem ser vistos pela quantidade para efeito de estatística. "O que a gente avalia é que cada caso tem uma complexidade. Eu vejo é que os policiais estão trabalhando. Às vezes leva-se pouco tempo para resolver um crime grave. Já existem outros de menor complexidade que demoram anos". Em recente entrevista ao Comércio, o delegado titular da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), Wanir José da Silveira Júnior, reconheceu que os números são preocupantes e apontou a falta de pessoal como um dos entraves para a elucidação de alguns dos homicídios. "Estamos com apenas 14 escrivães quando deveríamos ter 36 (...) Às vezes, quando chegamos ao final de uma investigação, acontece outro homicídio. Não temos condição de fazer como a polícia americana e colocar dois tiras para investigar cada crime. Faltam recursos", disse.

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