Limpa tudo


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Clientes lotaram todos os setores, inclusive o de roupas
Clientes lotaram todos os setores, inclusive o de roupas
Por volta das 6 horas, a chuva apertava e os guarda-chuvas e marquises eram insuficientes para abrigar as cerca de 800 pessoas que aguardavam para entrar no Magazine Luiza no Centro. A entrada de clientes na loja começou às 6h03 e foi controlada por senha. A fila iniciava-se na esquina das ruas Monsenhor Rosa e Voluntários da Franca, seguia por esta última, dobrava a Rua do Comércio, estendia-se pela General Carneiro e retornava à Monsenhor Rosa, quase completando as quatro faces da quadra. Depois de uma hora, os clientes ainda chegavam e mais de mil pessoas lotavam a loja. Entre elas, a vendedora Simone Maria Cintra, 29. Terceira na fila, ela pôde encontrar os produtos que quis de maneira mais tranqüila. Comprou um aparelho de DVD, um liquidificador um rack e duas panelas de pressão. Para o diretor-executivo da holding, Onofre de Paula Trajano, o movimento esteve acima do esperado. “Assustei-me com o volume de pessoas. Ainda assim, conseguimos manter as lojas abertas”, disse. Sem citar números, ele afirmou que as vendas na cidade cresceram o dobro da média nacional. BALANÇO Os descontos de até 70% na mais tradicional rede varejista de Franca atraíram mais de três milhões de compradores em suas 352 lojas, distribuídas por todo o país, somente ontem.Depois de 12 horas ininterruptas de atendimento, o balanço do 14º ano da promoção, batizada de liquidação fantástica, foi positivo, com um faturamento de R$ 55 milhões, valor 10% superior ao do ano passado. Foram disponibilizados 400 mil itens. Segundo a assessoria de imprensa, as lojas ficaram “praticamente vazias”. “Não sobrou quase nada”, disse o assessor Ricardo Carvalho. [FOTO2] CRIATIVIDADE Os mais criativos utilizaram os próprios produtos adquiridos para auxiliar no restante das compras. Foi o caso de Leonardo Ferreira Malta, 19, operador de serigrafia, que levou para casa um carrinho de bebê e o transformou em carrinho de compras. Além do carrinho, o 23º na fila levou duas panelas de pressão e quatro ferros a vapor. “Um para mim, uma para a minha mãe, uma para a minha irmã e um para minha tia”, explicou. Na falta de alternativas como a de Leonardo, o padeiro Maicon Aurélio Barbosa, 16, preferiu outra alternativa: carregar as coisas “nas costas”. acompanhado da irmã e da mãe, Maicon levou para casa um rack, um aparelho de DVD, um ventilador, uma panela de pressão, uma televisão e um rádio. “vamos levar tudo na mão para o salão (de beleza) da minha mãe que fica a alguns quarteirões daqui”, disse. Para o gerente da loja, Matias Taveira, que acompanhou a entrada dos clientes um a um durante mais de uma hora, a liquidação foi um sucesso. “Vimos o sonho de compra se consumar”, disse.

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