Preço de materiais escolares sobe 5%


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A balconista Solange Karan exibe a lista de materiais de seu filho. Segundo ela, os preços estão muito salgados e a solução é pesquisar antes de comprar
A balconista Solange Karan exibe a lista de materiais de seu filho. Segundo ela, os preços estão muito salgados e a solução é pesquisar antes de comprar
Tradicionalmente, início do ano é sinônimo de muitas despesas. Como se não bastasse a grande quantidade de impostos para pagar, como IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículo Automotor), os pais que têm filhos matriculados em colégios particulares, além de arcar com os custos de matrícula, também aguardam a chegada da temida lista de materiais exigida pelas escolas. Em média, os produtos tiveram um aumento nos preços de 5% em relação aos do ano passado, mas algumas livrarias mantiveram os valores cobrados em 2006. Em alguns itens, houve até deflação. Para proporcionar maior comodidade aos pais, algumas escolas firmaram convênios com livrarias, possibilitando a compra dos itens da lista em um só lugar com desconto ou parcelamento em até quatro vezes sem juros no cheque ou cartão de crédito. Nas escolas estaduais, o tamanho da lista diminuiu, pois o Governo do Estado passou a fornecer uma "cesta básica" de materiais, com mochila, caderno, estojo, lápis, borracha e caneta. Para atrair a atenção das crianças, os fabricantes abusaram da criatividade neste ano, e as novidades ficam por conta de mochilas que tocam música ou falam ao toque do dono. Os temas preferidos entre a criançada são conjunto Rebelde, e relacionados ao filme Carros e à boneca Barbie. Vale lembrar que os produtos que levam essas marcas têm o preço mais salgado do que os comuns. O proprietário da livraria Agência Brasil, Rosalvo Alves de Paula, disse que a tendência dos materiais escolares é fugir do básico. "As colas agora são com glitter, as borrachas estampadas. Acabou a era dos materiais comuns, tudo agora é animação". A balconista Solange Karan está fazendo uma pesquisa nas livrarias da cidade para comprar os materiais da lista de seu filho José Geraldo. Ela afirmou que os preços estão altos e vai continuar pesquisando, pois as aulas dele só começam no fim do mês. "Não tenho outra opção, preciso pesquisar, apesar de achar que muitos itens da lista são supérfluos e não serão utilizados na aula". A estudante de administração Andressa Almeida da Silva também reclamou dos preços, mas mesmo assim já está comprando seus materiais. "Tenho que comprar tudo agora, porque quando as aulas começarem, o dinheiro do meu salário vai todo para o pagamento de mensalidades". O superintendente do Procon em Franca, José Antônio Guimarães, afirmou que entre o final deste mês e o início de fevereiro será divulgada uma pesquisa de preços dos materiais escolares nas livrarias da cidade. "Meu conselho aos pais é que aguardem a divulgação da pesquisa, pois no ano passado constatamos diferenças de até 200% de um mesmo item em livrarias diferentes na cidade". Guimarães afirmou que após a divulgação da pesquisa, muitas livrarias abaixam os preços cobrados.

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