Na família presa acusada de estar vendendo drogas, apenas o adolescente de 17 anos confessou ter trocado alguns objetos por crack. Segundo ele, os viciados vão até sua casa levando o material e em troca levam pedras de crack. Até fios de cobre ele recebeu como pagamento de uma porção de entorpecente.
Comércio da Franca - Faz quanto tempo que você vende drogas?
Adolescente - Eu não vendo senhor (sic). Sou viciado.
Comércio - E as denúncias?
Adolescente - Não tem nada a ver. O povo fala demais.
Comércio - Mas existem vários aparelhos em sua casa sem procedência?
Adolescente - Não sei de nada (pausa). São comprados, meu irmão tem nota.
Comércio - Mas como você explica os cinco botijões de gás?
Adolescente - Dois eu troquei com viciado.
Comércio - Então você vende?
Adolescente - Não. Só troquei com eles.
Comércio - Quantos viciados te procuram por dia?
Adolescente - Uns dez.
Comércio - E os fios de cobre, onde você conseguiu?
Adolescente - Também troquei com viciado e vou vender.
Comércio - Quem compra e qual o valor?
Adolescente - Os depósitos de ferro-velho. Eles pagam R$ 10 o quilo.
Comércio - O quilo de cobre é trocado por quantas pedras?
Adolescente - Se não tiver queimado?
Comércio - Por que, tem diferença?
Adolescente - Sim. Queimado pesa menos. Dá para trocar por uma pedra de R$ 5.
Já a mãe do adolescente, a dona de casa RA, 40 anos, negou que o filho vendesse drogas e disse que não sabia da existência dos objetos em sua casa.
Comércio - A senhora não desconfiou quando pessoas procuravam seus filhos com objetos nas mãos?
Mãe do adolescente - Não. Para mim eles estavam fazendo outros negócios.
Comércio - Não é estranho. De repente essa quantidade de celulares, de relógios, botijões de gás. Isso não chamou atenção da senhora?
Mãe do adolescente - Não sei de nada. Só sei que ele é viciado.
Comércio - Por que a senhora tentou jogar a droga por cima da casa?
Mãe do adolescente - Eu não joguei. Não tenho mais nada a falar.
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