Franca registra 55 furtos em 9 dias


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Delegado do 3º DP, João Tostes Garcia, diz que, nas férias, incidência de furtos aumenta
Delegado do 3º DP, João Tostes Garcia, diz que, nas férias, incidência de furtos aumenta
Em apenas nove dias, entre 24 de dezembro e 1º de janeiro, 55 furtos foram praticados contra residências em Franca, uma média de mais de seis ocorrências a cada 24 horas. A região com maior incidência de delitos é a do 3º Distrito Policial, onde estão localizados bairros populosos como Jardins Paulistano, Brasilândia e Vila Aparecida. Somente nesta área, ocorreram 24 furtos a residências, ou 43,6% do total. Segundo a Polícia Civil, este tipo de crime, nesta época do ano, costuma apresentar índices até 100% maiores do que em outros períodos. O aumento teria relação direta com as férias, escolares e de empresas, em especial do setor calçadista. Segundo o delegado-titular do 3º DP, João Walter Tostes Garcia, a situação se repete todos os anos no final de dezembro e início de janeiro, quando ocorre um “inchaço” no número de furtos a casas. “Nestas épocas, faz até parte da rotina do Plantão, aos domingos, quando as pessoas retornam de seus destinos. Já vi pessoas perderem grandes valores com este tipo de delito”, disse. Embora não possam ser extintos, a polícia acredita que, com alguns cuidados básicos, os índices podem ser, ao menos, diminuídos. Entre eles, manter a fachada de casa livre de papéis e jornais, deixar as luzes apagadas e solicitar o auxílio de um vizinho para olhar a casa são indicados. Até mesmo policiais, entretanto, reconhecem que, ainda que todas as precauções sejam tomadas, imprevistos podem acontecer. O delegado do 2º DP, Jairo Antônio dos Santos, disse que ele próprio, quando viaja, toma suas precauções. “Não há uma maneira de se proteger 100% contra a ação dos ladrões. Eu mesmo, quando viajo, levo os objetos de maior valor comigo e aconselho que façam isso. Dá um pouco de trabalho, mas não se corre riscos”, disse. VÍTIMAS As vítimas de furtos, por sua vez, não se conformam com o prejuízo e com a agilidade dos larápios. É o caso do padeiro PFD, 43, morador na Vila Aparecida. Ele sequer chegou a viajar, saiu por apenas duas horas e, ao retornar, não encontrou mais seu aparelho de TV. “Parece que só estavam esperando eu sair”, declarou. A dona de casa MCF, 49, disse que nem a presença de um cachorro grande inibiu a ação dos marginais. “Minha irmã viajou e eu fui à sua casa justamente para buscar seu cachorro. Chegando lá, estava tudo arrombado e vários objetos caros tinham sido levados, inclusive um computador. Com o cachorro e tudo”, afirmou. A presença de pessoas nas residências também não tem inibido ação dos marginais. Somente no ano passado, três pessoas morreram dentro de suas casas ou estabelecimentos comerciais vítimas de latrocínio (roubo seguido de morte). A soldado Lucinda, da Polícia Militar, apontou certos cuidados que podem evitar a invasão de residências. “É preciso ter cuidado ao atender o portão. Se não conhecer a pessoa, nunca abra. Se insistir, chame, no ato, uma viatura da PM pelo 190”, disse.

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