O número de jovens infratores em LA (Liberdade Assistida) de Altinópolis caiu. Passou de 15, em abril de 2006, para sete em janeiro de 2007. A prefeitura atribui a redução a uma parceria “bem-sucedida” entre a Febem e assistência social da cidade.
Há sete anos, Altinópolis conta com o trabalho de uma funcionária do posto da Febem de Ribeirão Preto, mas foi em abril de 2006 que - seguindo o processo de municipalização previsto no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), em que cada município deve assumir o atendimento a seus adolescentes - foi firmada uma parceria com a prefeitura e os adolescentes da cidade passaram a receber o acompanhamento da assistente social do município, Aline Patrícia Pizzo Zucoloto.
Para Aline, a união dos dois órgãos torna a aplicação das medidas mais eficaz, possibilitando o atendimento individual e personalizado dos adolescentes. “Como eu moro aqui, posso trabalhar em horários flexíveis. A parceria contribuiu para a queda do número de atos infracionais praticados por adolescentes e, principalmente, para a diminuição da reincidência”, afirmou.
Ela explica que o trabalho é feito individualmente. “Atendo um a um, faço visitas domiciliares, converso com as famílias e, posteriormente, encaminho para o projeto social que for mais adequado. Na maioria das vezes é o Ação Jovem, do governo estadual, em que o adolescente é obrigado a estar matriculado em alguma escola para poder receber uma bolsa de R$ 60”, disse Aline.
A cidade não recebe qualquer tipo de verba, pois uma assessoria técnica feita pela Febem constatou que Altinópolis não tem demanda suficiente de adolescentes envolvidos em práticas delituosas e que recebam as medidas socioeducativas em meio aberto. “As cidades só recebem verbas quando o número de adolescentes em L.A. é superior a 20”, disse.
A prefeitura de Santo Antônio da Alegria fornece transporte gratuito aos adolescentes da cidade todas as sextas-feiras para que eles recebam atendimento em Altinópolis.
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