Região se une para acolher crianças


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O casal Conceição e Luís Carlos Ferreira, de Patrocínio Paulista, cuida de 60 jovens vítimas de maus-tratos; 12 deles são de Franca
O casal Conceição e Luís Carlos Ferreira, de Patrocínio Paulista, cuida de 60 jovens vítimas de maus-tratos; 12 deles são de Franca
O Departamento de Assistência Social de Franca está em fase de discussão com Cristais Paulista, Patrocínio Paulista, Restinga, Ribeirão Corrente e São José da Bela Vista para formar um consórcio com a proposta de ampliar o atendimento a crianças e jovens vítimas de maus-tratos. A idéia é, através do Projeto Família Acolhedora, promover uma “troca” entre as cidades que passarão a receber crianças vítimas de maus-tratos de outros municípios. As prefeituras se encarregam de apoiar financeiramente as famílias cadastradas no projeto repassando verbas entre R$ 170 e R$ 189. Os Conselhos Tutelares e Secretarias de Assistência Social da região estão se organizando para cadastrar os interessados em participar. Apesar de ainda não formalizado, na prática, o consórcio já funciona. No momento, 43 famílias da região estão cadastradas no projeto e 23 crianças vivem com famílias de apoio, em sua maioria, em Franca. Em Cristais Paulista apenas uma família se interessou em participar. Para ampliar esse número, o Conselho Tutelar planeja promover uma campanha na cidade. “Como Cristais é pequena, as pessoas ficam com receio de acolher uma criança e ter represália dos pais. Com o consórcio será possível manter o sigilo”, disse o presidente do Conselho Tutelar, Hélio Dominiciano da Silva. E é justamente esse receio que faz com que famílias de Restinga não acolham vítimas de maus-tratos. “Hoje temos duas crianças que estão vivendo em Franca”, disse a assistente social Angélica Rodrigues. O mesmo trabalho será feito em Ribeirão Corrente. A vice-presidente do Conselho Tutelar, Fátima Bertanha, disse que a entidade montou uma lista com cem nomes de pessoas aptas a participarem do projeto. “Vamos promover uma reunião com elas para explicar o funcionamento do programa. Tem muita gente que se interessa, mas não sabe como proceder”, disse. Para se tornar uma família de apoio é preciso ter uma boa estrutura psicológica e familiar. Não é necessário ser de classe alta, já que as prefeituras ajudam a manter as crianças. Para participar é preciso procurar o Conselho Tutelar da cidade para se inscrever.

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