Cartão de visitas?


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Resolvi contatá-los porque foi o único canal competente que encontrei para expor minha queixa. É sobre o terminal rodoviário de Franca, que me envergonhou muito neste final de semana.O piso emborrachado está com um encardido medonho que faz qualquer cristão esbravejar. As instalações sanitárias estão abandonadas e imundas. Além disso, impõem ao usuário o constrangimento de retirar pequenos rolinhos de papel higiênico sob medida, colocados ridiculamente sobre uma mesa que constrange o usuário à visão das pessoas que estejam nas cercanias. Os ladrilhos dos biombos contêm uma camada marrom de fuligem, resíduos depositados por usuários e manchas crônicas de causar repugnância. Os bebedouros em material inox têm em suas partes curvas, acúmulo de resíduos amarelados que afastam qualquer pessoa mais prevenida. As rampas de acesso ao piso superior estão implorando por faxina. Há remendos na alvenaria feitos sem zelo algum e nem acabamento, dando ao ambiente o aspecto de ruína. Cabos pendem de colunas que antes tinham aparelhos de televisão que, aliás, tomaram destino ignorado. Alguns espaços comerciais foram abandonados e mostram vidros encardidos, com adesivos parcialmente retirados e muita poeira. Os bancos, bem como a mureta de proteção no piso superior, não devem ser tocados por ninguém. A alguém distraído que ouse se encostar ou utilizar, herdará um resíduo pastoso e aderente nas mãos. Ou, nas roupas. Estou relatando estes fatos por que fiquei indignado quando comentei com um segurança que fica por ali. Ele justificou tal condição dizendo que todo lugar público é assim mesmo. É assim nada. Se observarmos a rodoviária de Ribeirão – lugar público com intenso fluxo de pessoas e com manutenção dificultada – ainda assim é diferente. Existe diferença entre dificuldade e abandono, relaxo e falta de administração pública. Fico mais indignado ainda quando recebo gente de fora, no terminal. Vêm a Franca porque ouviram falar das várias universidades, do póolo calçadista, daqualidade de vida mas o terminal rodoviário lhes causa fisionomia de decepção e nojo. Não posso imaginar o efeito que terá este meu comentário, mas gostaria que o Comércio tomasse alguma posição em relação ao terminal que de certa forma é o cartão de visitas da cidade. Pedro Paulo Rodarte é leitor do Comércio da Franca

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