O presidente da Câmara em 2006, Marcelo Mambrini (PMN), e o vereador Gilson Pelizaro (PT) não deixaram escapar a oportunidade de relatar “mágoas” causadas por Sidnei Rocha (PSDB) ao longo do ano passado. “Grosso, estúpido, mal educado” foram alguns dos adjetivos atribuídos por Mambrini, que acusou Sidnei de ser mentiroso. O petista chamou o prefeito de “incompetente” e atribuiu a ele um adjetivo de duplo sentido: “obreiro”.
Mambrini deu nota 3 a Sidnei. O vereador, que foi preterido das negociações para sua sucessão no comando do Legislativo pelo prefeito, acusou Sidnei de não cumprir suas promessas. “Ele deixou de atender 80% das indicações e requerimentos dos vereadores. Disse que não ia interferir na eleição para a presidência da Câmara e fez tudo ao contrário. Promete e não cumpre”. O temperamento explosivo do prefeito foi alvo de uma ironia de Mambrini. “Falar que ele é sem educação, estúpido, grosso, pode soar como elogio”.
Pelizaro não quis avaliar Sidnei com uma nota. Em entrevista ao Comércio, o prefeito havia dito que o vereador “representa tudo o que há de mais nojento na história política da cidade”. O petista revidou. “Tem sido muito ruim no sentido ditatorial (a administração), sem diálogo e perseguindo os adversários. Além disso, ele (Sidnei) se diz administrador capaz, mas tem se mostrado um incompetente. A maior prova são os R$ 2 milhões gastos no Córrego dos Bagres sem resolver o problema. Diminuiu os gastos com áreas sociais e gastou onde não devia”, disse, em referência às obras destruídas pelas chuvas de dezembro.
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