O motorista Aparecido Milton Vaz, 50, que estava recolhido em uma das celas da Cadeia Pública do Jardim Guanabara, morreu, na tarde de segunda-feira, 1º de janeiro, após sofrer um enfarto.
Ele desmaiou na cela e, levado ao Pronto-Socorro “Dr. Janjão” pelos carcereiros, não resistiu e acabou morrendo. O motorista estava preso desde domingo pelo não pagamento de pensão alimentícia.
Segundo familiares, Aparecido era alcoólatra e vinha realizando tratamento médico na tentativa de deixar o vício. Na tarde de domingo, nas proximidades de sua casa, na Vila Santa Maria do Carmo, teria sofrido uma crise de abstinência, perdido o controle sobre seus atos e invadido a residência de um vizinho.
A Polícia Militar foi chamada e conteve o motorista. Ao checar os antecedentes de Aparecido, os PMs constataram a existência de um mandado de prisão contra ele por falta de pagamento de pensão alimentícia e o apresentaram ao Plantão Policial,onde foi fichado e preso.
Menos de 24 horas depois de ser recolhido, Aparecido passou mal, reclamando de dores no peito, e desmaiou. Socorrido pelos carcereiros, foi levado ao PS, onde foi submetido a processos de ressuscitação, mas não resistiu e morreu pouco depois.
INDULTO
Dos 28 presos que deixaram a Cadeia do Jardim Guanabara para o indulto de Natal e Ano Novo, somente um não voltou para o presídio. A data-limite para a apresentação venceu ao meio-dia de ontem.
O delegado Luiz Carlos de Almeida Souza, que responde interinamente pela cadeia, fez, ontem, uma contagem preliminar e, caso o detento não se apresente na manhã de hoje, será considerado como foragido da Justiça. O nome do preso ainda não foi divulgado pela polícia.
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