Como no ano passado, janeiro começa com homicídio


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Delegado Luiz Carlos da Silva acredita que matadores serão identificados: “Quando há testemunhas, é mais fácil esclarecer”
Delegado Luiz Carlos da Silva acredita que matadores serão identificados: “Quando há testemunhas, é mais fácil esclarecer”
O corretor de imóveis Jair de Moraes, 54, foi a primeira pessoa a morrer assassinada em Franca em 2007. A exemplo do que ocorreu no ano passado, quando o borracheiro Carlúcio Dias dos Santos, 47, foi morto logo após a passagem do ano pela própria mulher a golpes de machado, o primeiro homicídio foi registrado logo no primeiro dia de janeiro. Durante 2006, 22 pessoas foram assassinadas em Franca, segundo levantamento feito pelo Comércio. Pelas estatísticas da Polícia Civil, porém, o número não passou de 18. A diferença na contagem está na legislação, que prevê que mortes como a de Jair, que não acontecem imediatamente e nem no local da agressão, não sejam computadas como assassinato, mas sim como lesão corporal seguida de morte. Segundo o delegado-titular do 2º Distrito Policial, Luiz Carlos da Silva, o objetivo deste procedimento não é “mascarar” as estatísticas de assassinatos, mas cumprir uma imposição da lei penal. “A diferença, basicamente, está no julgamento, pois casos de homicídio correm por júri popular e lesão seguida de morte é julgado por um juiz singular, que decide sozinho, julga diretamente o caso”, disse. O policial disse que em um caso como o da morte de Jair, agredido violentamente por dois elementos, o fator determinante em um eventual julgamento dos autores será a maneira como ocorreu o crime. “O que vai pesar, neste caso, é o dolo, a intenção de tirar a vida da vítima. Se duas pessoas jogam uma outra no chão e desferem vários chutes em seu corpo, inclusive na cabeça, sabem que há a possibilidade de matar e isso, certamente, pesará contra elas”, disse.

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