Corretor de imóveis morre depois de ser espancado


| Tempo de leitura: 2 min
Jair de Moraes foi agredido quando saía de um bingo
Jair de Moraes foi agredido quando saía de um bingo
O corretor de imóveis Jair de Moraes, 54, morador no Jardim Bueno, morreu na madrugada de segunda-feira, na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Regional, onde estava internado com quadro de traumatismo craniano. Primeira pessoa assassinada na cidade em 2007, Jair foi violentamente espancado a socos e pontapés no bairro da Estação, na madrugada do dia 29, por dois desconhecidos. A polícia não sabe se houve tentativa de roubo ou algum desentendimento e tentará identificar uma testemunha que teria prestado socorro ao corretor após a agressão. A mulher de Jair, a dona de casa Elza de Moraes, disse que seu marido havia saído na noite do dia 28, por volta de 22h30, para ir a um bingo, situado na Estação, para jogar, o que fazia habitualmente. Segundo ela, Jair voltava para casa, pela Rua Voluntários da Franca, cerca de duas horas mais tarde, quando foi atacado pelos desconhecidos. “Ele falou comigo ao telefone e disse que tinha sido agredido, que queria voltar para casa, mas não tinha dinheiro para pagar o táxi. Falei para ele vir que eu dava um jeito, que a situação se resolveria, mas ele não conseguiu”, disse a dona de casa. O filho de Jair, Júlio César de Moraes, 25, afirmou que o pai fez contato com sua casa do telefone celular de uma testemunha, que teria chegado a conversar com familiares. “O rapaz disse que os caras perguntaram a hora e já passaram a espancá-lo. Disse que se não tivesse apartado ele teria morrido no local”, disse, emocionado. “Ele era muito forte, ainda conseguiu voltar para trás e andar por mais 500 metros em busca de ajuda”, acrescentou. O corretor pediu socorro em uma central de mototaxistas, mas o motoqueiro, ao ver que a vítima estava toda machucada e atordoada, preferiu não levá-la, acionando um táxi para isso. Jair embarcou, mas já não estaria falando frases sensatas e pouco depois desmaiou. O taxista chamou, então, o Resgate do Corpo de Bombeiros, que levou Jair até o Hospital Regional, onde já entrou em coma, estado em que permaneceu até sua morte, às seis da manhã de segunda-feira. Segundo a polícia, não há pistas dos agressores. Para o investigador Nilson, do 1º Distrito Policial, o importante, porém, é localizar a testemunha que teria emprestado o celular ao corretor. “Certamente, essa pessoa acompanhou como foi a agressão, ou pelo menos parte dela”, ressaltou Nilson.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários