O temporário que virou fixo


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Lucélia de Lima Martins foi dedicada, desempenhou seu papel como vendedora exemplarmente puxando o ritmo de vendas da loja durante o mês de dezembro, cultivou um bom relacionamento e entrosamento com a equipe além de colher elogios dos clientes atendendo-os muito bem desde o momento em que pisavam na loja até o fechamento das compras. Por causa disso, Lucélia garantiu uma vaga de emprego como vendedora passando do temporário para o fixo. “A reunião de qualidades importantes para o perfil exigido pela empresa foi o diferencial na hora de sua efetivação”, disse Lourdes Martins, gerente da Garagem Modas, onde Lucélia trabalha. Assim aconteceu com outros diversos jovens que terminaram o ano como free lances, principalmente na área de vendas das lojas da cidade, e começaram 2007 com a carteira assinada. O movimento positivo, segundo Delduque Caleiro Palma, supervisor do CIEE de Franca (Centro de Integração Empresa Escola), acontece todos os anos e é bem maior do que se imagina. De acordo com uma pesquisa da coordenação nacional do CIEE, as efetivações ocorrem em 73% dos casos anuais. “Para isso, no entanto, o jovem precisa aproveitar ao máximo o período de estágio ou de emprego temporário para aprender a desenvolver seu método de trabalho, adquirir responsabilidades e conhecer a filosofia da empresa na qual trabalha. Tais fatores podem dar um empurrãozinho às suas carreiras”, afirma o supervisor. Em Franca não há números de fechamento exato de quantos empregos temporários se tornaram fixos este ano. Sabe-se, porém, que a movimentação ocorre. A empresa Lojas Americanas de Franca, por exemplo, havia contratado para os meses de novembro e dezembro dez funcionários em regime de contrato temporário. Após o período de festas dispensou sete e recontratará ainda na primeira quinzena de janeiro três deles. “A empresa entende que há uma demenda por novos funcionários e percebeu talentos importantes para o seu quadro de funcionários entre os free lances deste ano (2006). Por isso, recontratará três dos que mais se destacaram”, explica Jane Márcia Cinto, supervisora da loja. As lojas menores também apostam nos sangues novos para dar ânimo neste início de ano, quando novas promoções devem surgir para movimentar um mês de esperada queda nas vendas. Jaqueline de Freitas Gonzaga, 19 anos, é uma das três pessoas contratadas para atuarem apenas no fim do ano de 2006, mas estenderá sua estadia por mais algum tempo. De acordo com Vanessa Carrijo Nunes, gerente da loja 775 do Franca Shopping, por ter se destacado nas vendas a jovem ficará por mais um mês, tempo no qual os funcionários fixos da loja tiram férias. “Mas ela tem grandes chances de ser contratada após este período, pois é uma boa profissional e se encaixa no perfil do que a loja espera”, disse Vanessa. “Vagas temporárias têm que ser encaradas como um emprego já fixo”, orienta. Para Jaqueline, a notícia é muito boa. “Tive uma oportunidade e não a desperdicei. Espero, sim, ser efetivada no cargo”, diz. DESAFIOS A contratação após um período curto de estágio ou emprego temporário tem de ser encarada como uma avaliação. Para concretizar esse objetivo, é preciso, além de trabalhar comprometido com a filosofia da empresa, render e produzir acima dos demais. Ou seja, precisa mostrar que é uma opção vantajosa para seu possível contratante. De acordo com o consultor comportamental Wilson Mileris, que atua há mais de 25 anos na área de desenvolvimento dos talentos humanos, é preciso fazer mais do que esperam de você caso deseje conquistar uma oportunidade. “Ser competente e executar a tarefa dentro dos padrões de excelência, principalmente no que diz respeito ao atendimento ao cliente, é um grande ponto a favor. Mostrar entusiasmo nas tarefas do dia-a-dia também vai contribuir para que se ganhe respeito e, a partir daí, mais do que uma vaga por pouco tempo”, afirma o especialista. SERVIÇOS O CIEE fica na Rua Thomaz Gonzaga, 1627. Telefone: (16) 3724-3636. Site: www.ciee.com.br. E-mail: cieefranca@ciee.org.br. Wilson Mileris: www.mileris.com.br

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