Hidrômetros avariados, lacres violados e ligações clandestinas. No período de janeiro a novembro do ano passado, a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) contabilizou 695 ocorrências de fraude nas ligações de água da cidade.
Segundo o superintendente da empresa em Franca, o engenheiro Rui Engrácia Garcia Caluz, o prejuízo chegou a R$ 77.500, o que corresponde a 14 mil metros cúbicos de água. Entre as principais irregularidades estão a violação do corte (quando o consumidor inadimplente tem sua ligação de água cortada e faz a religação clandestinamente), avarias e até mesmo furto dos hidrômetros.
Segundo o engenheiro, muitas pessoas furam a tampa de acrílico dos medidores para burlar a medição.
A fiscalização das irregularidades é realizada pelos próprios leituristas da empresa. "Quando eles constatam algum problema no hidrômetro, a empresa é comunicada imediatamente. A Sabesp também monitora o consumo médio mensal de seus clientes e, se houver uma queda brusca na quantidade de água consumida, é feita uma investigação para averiguar o problema".
Não é aplicada nenhuma multa ao fraudador. A empresa apenas faz o cálculo do consumo médio do período em que foram constatadas as irregularidades e executa a cobrança da conta de água.
Segundo Caluz, o infrator pode ser punido judicialmente. "Quem é flagrado com algum tipo de irregularidade na sua ligação de água pode sofrer conseqüências penais, uma vez que a empresa confecciona um boletim de ocorrência por furto de água".
Além disso, o consumidor também terá de arcar com os custos de deslocamento da equipe da Sabesp até o local da infração e também com todas as custas processuais decorrentes da ação judicial impetrada pela Sabesp.
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