Presas de São José festejam a conquista de um `novo lar`


| Tempo de leitura: 2 min
RETRATO DE UMA VIAGEM - Na foto acima, as presas deixam a Cadeia de São José da Bela Vista rumo a Batatais.
RETRATO DE UMA VIAGEM - Na foto acima, as presas deixam a Cadeia de São José da Bela Vista rumo a Batatais.
Eram cerca de 13h30 da última sexta-feira do ano quando chegou à Cadeia Pública de Batatais o comboio com mais de dez viaturas, caminhonetes e caminhões da polícia que transportou as 46 detentas da Cadeia Feminina de São José da Bela Vista e seus pertences. A unidade, de estrutura precária, foi interditada pela Justiça após denúncia do Comércio da Franca, na quinta-feira. Deixar para trás o ambiente deplorável em que dividiam o espaço com piolhos e doenças como sarna foi motivo de grande alegria para as presas. De longe, era possível ouvir a euforia das mulheres ao se instalarem no novo local. A cadeia de Batatais está em boas condições, pois passou recentemente por uma reforma completa e foi reinaugurada há apenas sete meses. Os 52 homens que lá estavam, por sua vez, foram transferidos para Franca e, desde anteontem, cumprem penas na cadeia do Jardim Guanabara. A reforma corrigiu deficiências estruturais e problemas referentes às normas de segurança. As obras constaram de substituição dos sistemas hidráulico e elétrico, elevação do contrapiso das seis celas em dez centímetros e colocação de malhas de ferro em toda a extensão das celas. Pisos, azulejos e telhado também foram trocados e construídos banheiros para visitantes e um parlatório. O delegado de Batatais, José Arnaldo Andreotti Júnior, não permitiu que a reportagem ouvisse as detentas e seus desabafos, mas era nítida a alegria das mulheres por estarem em um local onde poderão, agora, acertar suas contas com a sociedade pelos delitos que cometeram com o mínimo de dignidade. Para o delegado seccional, Maury de Camargo Segui, a reportagem publicada no Comércio teve forte influência no processo de transferência. Ao ver a equipe de reportagem do jornal, na saída de São José, elas saudaram com entusiasmo e até aplaudiram os profissionais. Segui disse que a ação do jornal facilitou o processo."A minha decisão não poderia ser tomada à revelia da Justiça. As Corregedorias dos estabelecimentos precisam autorizar essa medida e a Vigilância Sanitária, a Diocese e o Comércio, juntos, possibilitaram uma condição favorável para essa solução. Acabaram abrindo as portas para nós", disse Segui.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários