Para eles, não tem festa


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O sargento Ismael Alonso Gomes (ao centro) é o responsável pela equipe de plantão do Corpo de Bombeiros de Franca que trabalhará na noite do dia 31
O sargento Ismael Alonso Gomes (ao centro) é o responsável pela equipe de plantão do Corpo de Bombeiros de Franca que trabalhará na noite do dia 31
A maioria das pessoas está fazendo contagem regressiva para festejar a chegada do Ano Novo, mas existe um grupo para o qual a comemoração deverá ficar restrita. São profissionais como médicos, policiais, garçons, bombeiros - e tantos outros - que estarão trabalhando quando 2007 chegar. Para estes, festa só quando o plantão acabar. É o caso do sargento Ismael Alonso Gomes, 53, do Corpo de Bombeiros de Franca. Ele já perdeu as contas de quantas vezes trabalhou na virada do ano em 30 anos de serviço na polícia. "Já me acostumei. À meia-noite, nós nos cumprimentamos uns aos outros", disse. Juntamente com o sargento estarão outros 11 soldados. O diretor e comandante da Guarda Civil Municipal de Batatais, Antônio Donizete Campês, é outro que estará trabalhando quando 2007 chegar. Durante as festas, ele terá sob o seu comando três viaturas e pelo menos 15 homens. Ao falar sobre o plantão de final de ano, Campês afirma encarar com normalidade, já que quando optou por seguir carreira na área de segurança sabia que as datas festivas seriam comprometidas. "Quando todos estão se divertindo é quando mais trabalhamos." Quando mais jovem, o francano Claudinei Gonçalves Resende, 32, queria mesmo era festejar a chegada do Ano Novo com os amigos e família. Hoje não se importa tanto. Ele vai trabalhar como segurança no Réveillon no Centro de Lazer do Marumbé, em Patrocínio Paulista. "Faço isso há 15 anos. Já estou até acostumado", conta. Claudinei só lamenta uma coisa: "As pessoas não desejam `feliz Ano Novo` para a gente". Outra que só deve ouvir os fogos é Margarete Goulart, 37. Ela mora em Ribeirão Corrente e há 13 anos é recepcionista na Santa Casa de Franca. Neste ano, ela vai dar as boas-vindas ao Ano Novo de dentro do hospital. "Aqui a gente se abraça e, se der, vai ver os fogos lá fora", disse.

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