A Expoagro 2006 “bombou”. Shows de bandas como O Rappa, Inimigos da HP, e dos paraenses da banda Calypso levaram grande público ao Parque de Exposição “Fernando Costa”. O camarote do Se Liga foi um espetáculo à parte. Pecuaristas fizeram negócios, mas as benesses econômicas da festa não ficaram restritas a esse setor: hotéis, restaurantes, taxistas, lojas, clínicas veterinárias, muitos lucraram com o evento.
Lucrando também estavam as empresas aéreas que passaram a operar em Franca durante a reforma do Aeroporto “Leite Lopes”, de Ribeirão Preto. A procura era tão grande que mesmo depois de concluídas as obras, a empresa Passaredo manteria seu avião Brasília Advanced voando de Franca a São Paulo diariamente, assim, se tornou possível chegar à capital do Estado em menos de uma hora.
O que continuava demorado era o atendimento de saúde. A espera nos prontos-socorros era tamanha que uma médica do PS Infantil decidiu ir a público e denunciar as deficiências da unidade. No “Janjão”, a situação era tão caótica que um aposentado de 80 anos, com pneumonia e arritmia cardíaca, foi obrigado a esperar 12 horas no PS até conseguir internação no Hospital do Coração.
A espera mais longa de outro paciente, José Carlos Lima, 46, terminou de forma trágica. Sem conseguir atendimento morreu alguns dias depois de o Comércio publicar sua história. Ele chorou pedindo ajuda, mas a Secretaria de Saúde, comandada pelo veterinário Alexandre Ferreira, não tomou nenhuma providência. Destino trágico teve também o garoto Leonardo Santos, 13, que morreu vítima de catapora.
A saúde de Franca virou caso de polícia quando foi denunciada a Máfia dos Exames. Médicos encaminhavam pacientes para clínicas particulares onde tinham de pagar por um serviço que deveria ser oferecido gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Outra irregularidade constatada foi o não fornecimento gratuito de medicamentos aos pacientes carentes pela Prefeitura apesar da determinação da Justiça.
As esperas intermináveis não estavam restritas às unidades de Saúde. As agências bancárias não estavam cumprindo o regulamento de atendimento aos consumidores, submetendo seus clientes a horas de fila sem nem mesmo cadeiras para sentar.
Em junho começou a Copa do Mundo de Futebol. Alguns francanos viajaram para a Alemanha para assistir a competição e se frustraram com o fiasco da seleção canarinho. O então bispo de Franca, Dom Diógenes Silva Matthes, por sua vez, foi à Itália para assistir à beatificação de Madre Rita Amada de Jesus, que teria, de acordo com a Igreja, intercedido junto a Deus para a realização de um milagre em Franca. Dom Diógenes encontrou-se com o Papa Bento XVI, a quem entregou um sapato francano.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.