Demitidos sofrem para pedir seguro


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Trabalhadores desempregados em longa fila no Ministério do Trabalho para dar entrada no seguro-desemprego. Situação não deve mudar até final de janeiro
Trabalhadores desempregados em longa fila no Ministério do Trabalho para dar entrada no seguro-desemprego. Situação não deve mudar até final de janeiro
Os trabalhadores demitidos que pretendem dar entrada no seguro-desemprego nos próximos dias vão precisar de muita paciência. As filas para entrega do requerimento no Ministério do Trabalho (MT) chegam a virar o quarteirão. O tempo de espera, muitas vezes, ultrapassa as três horas. O acúmulo de pessoas no órgão acontece porque duas agências da Caixa Econômica Federal deixaram de receber a documentação. O PAT (Posto de Atendimento ao Trabalhador), que antes também prestava o serviço, deixou de fazê-lo por falta de funcionários. Com essa situação, restou ao trabalhador desempregado recorrer ao Ministério do Trabalho que, para piorar, está com seu quadro de funcionários defasado em razão do recesso de fim de ano. De acordo com o subdelegado do trabalho, Jamil José Leonardi, só no mês de dezembro 2,2 mil pessoas depositaram as folhas no MT. O número é quatro vezes maior que o registrado no mesmo período do ano passado, quando 460 pessoas ingressaram com a documentação. O número de trabalhadores demitidos em novembro -mais de 4,3 mil - também ajuda a engrossar a fila no órgão, além dos outros serviços já prestados pelo Ministério do Trabalho, como por exemplo, a retirada da carteira de trabalho e acertos trabalhistas. Na tentativa de minimizar o problema, o subdelegado disse que deslocará funcionários de outros setores para o atendimento ao público. Ele já convocou servidores que estavam de recesso para voltar. “Além disso, estamos orientando àquelas pessoas que vão retirar a carteira de trabalho a procurar o PAT, que é credenciado a fazer esse serviço”, explicou Leonardi. Outra medida adotada foi a limitação no atendimento com a distribuição de 150 senhas por dia. O sapateiro Marco Alcântara, 27, estava na fila ontem para pedir o benefício. Foi a segunda vez que compareceu ao órgão em menos de uma semana. “Vim aqui na terça-feira, mas a fila estava contornando o quarteirão. Decidi voltar hoje (ontem) um pouco mais cedo e entregar a papelada. Quanto mais rápido fizer isto, mais rápido começo a receber”, disse. O desconforto do público preocupa Leonardi. Segundo ele, se o quadro não se modificar, será preciso que o Governo Federal amplie o atendimento do órgão em Franca. “Nós realmente não estávamos preparados para esse movimento. Espero que em duas semanas tudo volte à normalidade”, revela. Para quem foi demitido e ainda não deu entrada no seguro-desemprego, vale lembrar que o prazo desse procedimento vai de sete a 120 dias a partir do saque do FGTS. “Não é preciso correria, dá para evitar a fila”, finaliza Jamil Leonardi.

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