Mambrini comemora sobra de R$ 2 milhões


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Mambrini evita dizer se apoiará ou fará oposição ao prefeito em 2007: "Serei independente"
Mambrini evita dizer se apoiará ou fará oposição ao prefeito em 2007: "Serei independente"
Da mais simples ação ao maior dos feitos. O presidente da Câmara Municipal em 2006, Marcelo Mambrini (PMN), fez questão de mencionar cada uma das medidas que tomou no comando do Legislativo durante o ano na prestação de contas de sua administração, ontem. Para uma platéia formada por jornalistas e por quatro colegas de vereança, Marcelo Valim (PSDB), Mauricio Chinaglia (PSB), Jepy Pereira (PSDB) e Zezinho Cabeleireiro (PTB), Mambrini comemorou uma sobra de recursos na ordem de R$ 2 milhões. Em um pronunciamento de cerca de 40 minutos, o vereador enalteceu até a colocação de uma caixa de sugestões no rol de entrada da Câmara. Somente quando questionado, citou os destaques que considera ter conquistado. Entre eles a melhora no atendimento ao público na Câmara, por exemplo, por meio da instalação de uma recepção e do serviço de discagem gratuita para o Legislativo, e a doação de R$ 1 milhão para a realização de 1070 cirurgias eletivas, R$ 180 mil para o Hospital Psiquiátrico Allan Kardec, R$ 40 mil para o Corpo de Bombeiros e R$ 20 mil para o Caps (Centro de Apoio Psicossocial), mantido pela Secretaria Municipal de Saúde. As verbas são uma sobra dos R$ 5,5 milhões a que a Câmara tinha direito no ano. Apenas R$ 3,4 milhões foram gastos. Outros R$ 900 mil foram devolvidos à Prefeitura. Mambrini também acredita que o concurso público realizado pela Câmara depois de 26 anos foi um acerto, ainda que tivesse havido problemas com a prova de advogado do certame (27 das 30 questões da prova foram copiadas de um exame da OAB), que teve sua anulação anunciada oficialmente ontem. "Os novos funcionários contratados estão agilizando o atendimento da Câmara", disse. INDEPENDÊNCIA Mambrini, que faz parte da base aliada há dois anos, disse que sua "relação com o prefeito foi abalada", mas quer tentar recuperá-la. "As divergências de idéias são normais, mas estou preocupado em resgatar essa proximidade". Ainda assim, o quase ex-presidente diz que não será nem situação, nem oposição no ano que vem. "Tenho tentado internalizar o conceito de independência e vou colocá-lo em prática no ano que vem."

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