O prefeito Sidnei Rocha (PSDB), ao contrário do que costuma fazer, adotou um discurso discreto e conformista depois da rejeição do projeto do IPTU. Sidnei, que chegou até a defender a aprovação da proposta durante seu programa de rádio, na quinta-feira, dizendo que "os vereadores que negam melhorar um pouquinho a arrecadação municipal serão os mesmos que vão cobrar melhorias", ontem estava mais calmo. "A Câmara é livre e independente para fazer o que quiser".
Sidnei disse que queria apenas resolver um problema da administração anterior. Neste caso, o tucano se refere a cerca de R$ 5,5 milhões que não teriam sido cobrados da população em 2003, 2004 e 2005. O projeto rejeitado renunciava ao valor em troca do reajuste adicional de 3,59%. Para o tucano, a Prefeitura, em vez de perder arrecadação sem o aumento maior, ganhará mais. "Com o reajuste, teríamos de R$ 600 mil a R$ 800 mil a mais em caixa. Sem a aprovação do projeto, seremos obrigados a emitir carnês suplementares, que vão render perto de R$ 5 milhões", disse. Para o secretário de Finanças, Sebastião Ananias, os carnês mencionados pelo prefeito são coisas para o futuro. "Existe essa possibilidade, mas isso ficará para depois", disse o secretário, que há uma semana havia afastado totalmente a hipótese dos carnês suplementares. O que não poderá esperar será a confecção dos carnês do imposto de 2007. Ontem mesmo Ananias confirmou que eles já estavam sendo impressos em São Paulo e devem chegar aos imóveis em cerca de dez dias.
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