A Cadeia Feminina de São José da Bela Vista foi interditada, ontem pela manhã, por ordem do juiz José Rodrigues Arimatéia. No local, viviam 46 presas em condições precárias, muitas delas com doenças como sarna. As detentas foram transferidas para a Cadeia Pública de Batatais, onde ficarão até que a unidade prisional seja reformada, o que deverá levar três meses. Para abrir as vagas, 52 presos batataenses foram removidos para o presídio do Jardim Guanabara. A interdição aconteceu após o Comércio da Franca, na edição de quinta-feira, revelar as precárias condições de acomodação e higiene em que as mulheres viviam em São José.
Por questão de segurança, a transferência foi feita sob total sigilo e forte esquema de segurança, que contou com um grande efetivo de policiais de Franca. Nem mesmo o delegado batataense, José Arnaldo Andreotti Júnior, sabia da operação. Pego de surpresa, não quis conceder entrevistas. O delegado seccional, Maury de Camargo Segui, ao contrário, explicou a razão do sigilo. “Caso fosse anunciada, a operação poderia ter chegado aos ouvidos dos presos, que poderiam se amotinar”, disse Segui.
A cadeia de Batatais foi escolhida, segundo o seccional, por ser pequena, ter condições estruturais adequadas e a população carcerária ser equivalente à de São José.
Segui disse que o “efeito dominó”, com a transferência dos presos batataenses para Franca, não causará problemas à cadeia francana, mesmo com o número de detentos subindo de 343 para 395. “Pelo menos 26 presos do Guanabara serão transferidos na semana que vem e isso reduzirá o impacto que os presos de Batatais vão causar”.
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