O ex-prefeito Gilmar Dominici (PT) disse ontem que não há documentos que comprovem sua responsabilidade sobre o desvio dos R$ 842,5 mil. “Como posso ser acusado por uma coisa que eu não movimentava na Prefeitura? A movimentação geral das Finanças feita pelo prefeito ocorre no orçamento. A específica, como é o caso, fica para o secretário”.
Dominici alega ter mandado apurar os fatos quando ficou sabendo deles. “Fui informado de suspeitas de irregularidades administrativas e ordenei um levantamento para saber o que ocorreu. Então, eu não fui omisso”. O ex-prefeito, que segundo o Ministério Público demorou mais de um ano para pedir que o caso fosse investigado, afirmou achar “estranho” o modo como o promotor Paulo Borges busca “envolver de qualquer jeito sua pessoa” nas ações que propõe. “Eu não quero acreditar que exista (perseguição política), mas eu fico com a pulga atrás da orelha.
(...) Será que daqui a algum tempo vai ter de botar outra matéria no jornal para dizer que eu não tinha nada a ver com isso?”
A reportagem do Comércio tentou falar com Gilmar Lucindo, ontem, mas ele não foi encontrado por meio de seu telefone residencial. João Bonetti, cujo nome não consta na lista telefônica, também não foi localizado.
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