O prefeito Sidnei Rocha disse ontem, após a prestação pública de contas, que 2006 foi um bom ano para seu governo. Mencionou obras, ações de seus secretários e melhora nas finanças. De negativo, aponta somente para os problemas causados pelas chuvas, como as enchentes e voçorocas. "Não sei se todos estão gostando de meu governo. Mas eu estou. Estou muito feliz", disse. (Confira ainda no quadro abaixo outros trechos do discurso).
Comércio - O senhor diz que pagou R$ 45 milhões em dois anos de governo. Quem recebeu todo esse dinheiro?
Sidnei Rocha - Precisa pegar a listagem na Secretaria de Finanças, mas basicamente foram fornecedores. Não desembolsamos R$ 50 milhões. Houve negociações, onde conseguimos muitos descontos e parcelamentos. Agora, o número exato, o nome exato precisa pegar na secretaria porque é muita coisa.
Comércio - E qual a tendência, agora: de abaixar mais os valores ou de estagnação pelo restante de seu mandato?
Sidnei - É de estagnação, mas não pelo próximos dois anos, mas pelos próximos 20 anos. Para acabar com esta dívida, se acabar, serão necessários pelo menos mais 20 anos. Em 2007 não deve cair; de repente pode até subir um pouquinho.
Comércio - O ano de 2006 fechará com déficit ou superávit?
Sidnei - Não tenho essa informação agora, se houve déficit. Mas mesmo que houver déficit de R$ 1 milhão ou R$ 2 milhões, é normal e se resolve com o giro de caixa. Mas não acredito que tenha havido. É que o Ananias é muito pão-duro. Tudo que se pede para ele, a gente houve que está com déficit (risos). Mas eu incentivo isso.
Comércio - Existe algum projeto específico para a contenção de voçorocas, que normalmente surgem ou aumentam de tamanho com as chuvas de verão?
Sidnei - Temos de continuar fazendo terminais dissipadores e urbanizando o máximo que pudermos, porque não é só entupir a voçoroca. Vamos também plantar árvores, grama e capim para conter o avanço delas.
Comércio - Com a eleição de Joaquim Ribeiro à presidência da Câmara, esperava-se a formação de uma superbase aliada para 2007. Mas, logo na primeira votação, do aumento de taxas públicas e do IPTU, o senhor não conseguiu seus objetivos. Faltou articulação política?
Sidnei - Não faltou. Isso é absolutamente normal. Não encaro um posicionamento da Câmara em desacordo com o meu como derrota política. A Câmara tem todo o direito de ter seu posicionamento. O apoio mútuo é importante, mas eles votam de acordo com as próprias opiniões. Democracia é isso. Os vereadores não têm de dizer amém para mim. Ninguém é obrigado a aceitar o meu ponto de vista.
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