Mambrini anulará prova de concurso


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Em julho, Mambrini negou-se a anular a prova de advogado
Em julho, Mambrini negou-se a anular a prova de advogado
A quatro dias do fim de seu mandato, o presidente da Câmara Municipal, Marcelo Mambrini (PMN), decidiu anular a prova de advogado do concurso realizado em 25 de junho. O Comércio da Franca denunciou, com exclusividade, no dia 13 de julho, que 27 das 30 questões de Direito da prova foram plagiadas integralmente de um exame da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). Um inquérito pedindo a anulação da prova, proposto pelo promotor Paulo Borges, está em andamento na Justiça. O valor das inscrições dos 104 candidatos (R$ 4.680) está depositado em juízo e a contratação dos profissionais para preencher as duas vagas existentes suspensa. Mambrini, que se negou a anular o concurso na época da denúncia, voltou atrás alegando que não quer deixar pendências para Joaquim Ribeiro (PSB), seu sucessor na presidência em 2007. “Prefiro evitar essa situação incômoda”, disse. O ato de anulação da prova de advogado será publicado amanhã, no caderno Classificados do Comércio e não afeta a prova dos outros cargos do concurso. O presidente negou que estivesse se antecipando a uma possível anulação judicial e afirmou que está à disposição da Justiça para posteriores esclarecimentos, já que além do cancelamento da prova, o inquérito pede ainda a responsabilização pessoal do próprio Mambrini, da reitora do Centro Uni-facef (Centro Universitário de Franca), Edna Maria Campanhol, contratada para organizar o concurso, e de José Sérgio Saraiva, formulador das questões de Direito. A definição da realização de uma nova prova ou da devolução do valor pago pelas inscrições deve ocorrer num prazo de até 90 dias e, segundo Mambrini, dependerá de uma audiência com todos os envolvidos no Ministério Público. O promotor Paulo Borges disse ontem que a decisão de Mambrini é algo “muito importante”. “É uma vitória da moralidade pública porque restabelece o estado de direito”. Borges estará de férias em janeiro, mas se prontificou a sacrificar um ou dois de descanso para participar de uma audiência, que ainda dependeria de deliberação judicial para ocorrer.

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