O secretário de Saúde de Franca, Alexandre Ferreira, disse ontem, durante audiência pública de prestação de contas de sua pasta, na Câmara Municipal, que a Prefeitura não aumentará os repasses para a Santa Casa em 2007. Afirmou ainda que não teme a ameaça do hospital de cortar até 40% dos atendimentos aos usuários do SUS (Sistema Único de Saúde) em Franca e região se não receber R$ 800 mil por mês dos 22 municípios que integram a DIR-13. "Não acredito nessa hipótese. Não a cogito", disse Ferreira.
O secretário foi categórico e afirmou que dos cofres municipais não sairá dinheiro para cobrir o déficit da Santa Casa, estimado em R$ 880 mil mensais, e que estes recursos deverão ser solicitados em outras esferas de governo. "Vamos ter de buscar no SUS ou no Estado. Há várias coisas que podem ser feitas. Agora, pegar e ratear esse custo para as prefeituras é muito fácil", ironizou.
Ferreira deu a entender que o hospital quer empurrar para a Prefeitura o rombo nos cofres da fundação, problema que, para o secretário, não é de sua responsabilidade. "A Santa Casa não paga conta do SUS como está falando. Agora, se o hospital tem R$ 2 milhões para receber, tem de gastar quanto? Se gastar R$ 2,2 milhões, toma prejuízo mesmo", disse.
O OUTRO LADO
O superintendente da Santa Casa, Fernando Bueno, confirmou que haverá cortes no início de 2007 se não entrar "dinheiro novo" nos cofres da fundação. "Parece que nós somos mais feios que os outros. Hospitais municipais e estaduais não trabalham com prejuízo. Só nós podemos?", indagou.
Sobre as declarações de Ferreira, Bueno disse que não mudam em nada as metas da diretoria do hospital. "Isso é o que ele acha. Explicamos o que era preciso e não quero polemizar com o secretário".
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.