Promotor aguarda laudo para pedir interdição


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Eduardo Lopes Bonfim, delegado provisório da cadeia
Eduardo Lopes Bonfim, delegado provisório da cadeia
Um laudo que será emitido pelos técnicos da Vigilância Sanitária Estadual na próxima semana poderá ser determinante para que o promotor de execuções criminais, Joaquim Rodrigues de Rezende Neto, peça a interdição da Cadeia Feminina de São José da Bela Vista. Ele afirmou que já estava ciente da superlotação da unidade, mas não havia sido informado da proliferação de doenças entre as internas. "Quase todas as cadeias estão superlotadas, mas não sabia que as detentas estão sofrendo com sarnas e piolhos. Isso é inaceitável" Sobre a possibilidade de interditar o local, ele foi incisivo. "Se o laudo da Vigilância Sanitária atestar que não há condições para a permanência das internas no local, no outro dia vou protocolar o pedido para o fechamento da cadeia". Quem também está acompanhando a situação é a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Franca. O novo presidente da entidade, Mansur Jorge Said Filho, que será empossado hoje, afirmou que nomeará um grupo de advogados para acompanhar o caso, juntamente com a Pastoral Carcerária, uma vez que a Comissão de Direitos Humanos de sua gestão ainda não foi constituída. "No próximo dia 2, vamos nos reunir e nomear alguns membros da diretoria para prestar algum tipo de assistência às detentas, juntamente com as entidades que zelam pelos direitos dos presos", prometeu. Para Shigeo Goto, médico da Vigilância Sanitária Estadual que participou da vistoria feita ontem no local, o procedimento ideal para solucionar o problema seria a interdição imediata. "As presas vivem em condições insalubres. Cada uma delas tem pouco menos de um metro quadrado para ficar dentro da cela, dormem amontoadas e a higiene é muito prejudicada". Segundo ele, a interdição não significa a solução dos problemas, uma vez que as detentas teriam de ser transferidas para outra unidade prisional, que provavelmente também estará superlotada. Ainda ontem, o médico solicitou a presença de um engenheiro para avaliar as condições do prédio. Na próxima semana, um relatório será confeccionado e enviado ao delegado Eduardo Lopes Bonfim, que responde provisoriamente pela cadeia. Em entrevista ao Comércio, Bonfim não quis se pronunciar sobre a situação da cadeia.

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