Micaela Souza tem apenas 4 anos. Marcondes Gonçalves tem 39. Os dois moram em Itirapuã e se conhecem há dois anos. Apesar da diferença de idade, todos os dias eles têm o mesmo compromisso: ensaiar. Micaela e Marcondes fazem parte do Grupo Colméia de Teatro Amador. Ela entrou para o grupo influenciada pelo pai.
Ele, pelos filhos. À frente do grupo, está o professor de teatro e diretor artístico, Alexandre José de Souza, 32, pai de Micaela. O Colméia nasceu em 1996 com a união de seis amigos que sonhavam em encenar a Paixão de Cristo. A primeira apresentação demorou quatro anos para acontecer. Neste período, o grupo cresceu e chegou a 70 pessoas. Hoje reúne 25 pessoas e agora ganha destaque na região como formador de artistas e cidadãos.
No começo, o Colméia se especializou em peças com temas bíblicos. Com o passar dos anos, os artistas foram se aperfeiçoando ao participar de oficinas e a ter contato com a Cotaesp (Confederação de Teatro Amador do Estado de São Paulo).
Esse foi o primeiro passo para o grupo perceber que poderia trabalhar visando outro público. "Montamos peças infantis que eram apresentadas em escolas", comentou Alexandre.
Aos poucos, o Colméia foi se tornando conhecido e hoje tem sete peças montadas já apresentadas em Itirapuã, Franca, Nuporanga, São José da Bela Vista, Ituverava, Patrocínio Paulista, Jeriquara, Cristais Paulista, Restinga, Ibiraci, Capetinga e Cássia. "Antes o nosso cachê era um pão com mortadela, hoje cobramos entre R$ 350 a R$ 500 por apresentação. O dinheiro é para comprar fantasias e material para montar os palcos".
Além dos fãs pela região, o grupo também conquistou o apoio da prefeitura municipal que fornece transporte quando o grupo se apresenta fora da cidade. "O nosso sonho agora é conseguir um espaço só para nós". Atualmente o grupo ensaia de domingo a domingo duas horas diárias na Escola Municipal "Olívio Faleiros".
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CIRCO
Hoje os atores dividem o tempo com as aulas de técnicas circenses que começaram há um ano com o propósito de melhorar a expressão corporal. As aulas são dadas aos sábados com professores de Ribeirão Preto. Alexandre conta que em um ano deu para aprender muita coisa como malabares, saltos em arcos e no ar, `escalada` em tecido, entre outros. Os amigos Felipe Oliveira, 13, e Camilo Fidélis, 13, fazem de tudo: saltos, pulo em arcos, malabarismo. "Minha especialidade é pular arcos. No começo, foi difícil, mas agora não tenho a menor dificuldade", disse Felipe.
Amanda Cristina Barbosa, 14, é a bailarina do Colméia. "Vi alguns ensaios e pedi para entrar. Já tem um ano", disse.
Cleiton dos Santos, 21, é um dos mais fortes do grupo. Quando precisa de alguém para uma acrobacia mais arriscada, lá está ele. "Eu sou especialista em segurar os colegas no ar", brinca.
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