Diferença de preços: Quase 90%


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Lendo a matéria (Comércio, 17 de dezembro) fiquei com a impressão de que as multinacionais vendem mais barato, mas o que ocorre é que os itens pesquisados encontram-se em ofertas. Na realidade, seus preços normais são bem mais altos que os praticados pelos mercados do município. Concordo que as promoções realizadas pelas multinacionais são mais atraentes por diversos motivos (negociações mais fortes com fornecedores; incentivo a novos consumidores tendo em vista que se ins-talaram na cidade há pouco, por exemplo) mas o que realmente acontece é que os produtos da cesta básica — os mais consumidos pelos francanos —, são encontrados com preços melhores nos mercados municipais até mesmo por uma questão de lógica: os mercadinhos têm um custo operacional bem menor do que um hipermercado. Estou contando isso após pesquisa que realizei e baseado, também, na experiência de três anos no setor. Não escrevo esse comentário com a intenção de criticar a matéria tendo em vista que a mesma visa o bem da população e possível economia nas festas de fim de ano, mas tenho receio de que a população seja induzida a efetuar compras apenas nos hipermercados prejudicando a economia local, já que os mercados municipais compram de pequenos fornecedores aqui da cidade (diferente das hiperlojas) e seus proprietários empregam grande parte dos seus lucros em Franca. Éder é leitor do Comércio da Franca

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