Expectativa de vida aumenta 2 anos


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O aposentado José Nazarino Pimentel se orgulha em dizer que leva uma vida saudável aos 77 anos
O aposentado José Nazarino Pimentel se orgulha em dizer que leva uma vida saudável aos 77 anos
Todos os dias, o aposentado Elpídio dos Reis, 79, pode ser visto conversando animadamente com os amigos na Praça Barão, em Franca. Ele conta que o segredo para chegar a essa idade esbanjando vitalidade é começar a cuidar da saúde desde cedo. "Nunca fui de fazer atividade física, mas também nunca bebi nem fumei", se orgulha em dizer. A exemplo de Elpídio, o francano está vivendo mais. É o que aponta o estudo do Seade (Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados) sobre o IPRS (Índice Paulista de Responsabilidade Social), que mostra o desempenho das cidades, entre os anos de 2000 e 2004, em vários aspectos, como expectativa de vida, crescimento populacional, entre outros. O estudo foi divulgado recentemente pela Assembléia Legislativa de São Paulo e mostra que a expectativa de vida do francano aumentou em dois anos e atingiu a média de 71 anos. Para a terapeuta ocupacional Maria Clara Rodrigues da Silveira, que realiza um trabalho no CCI (Centro de Convivência do Idoso) de Franca, o aumento da longevidade está ligado diretamente ao avanço da ciência e também ao fato do idoso estar buscando mais qualidade de vida para envelhecer com saúde. O aposentado José Nazarino Pimentel, 77, é um exemplo. "Me considero uma pessoa saudável e levo uma vida tranqüila. Quase não procuro médico", disse ele. Apesar do francano estar vivendo mais, a maior longevidade continua sendo a registrada em Buritizal. Na região administrativa de Franca, a cidade é a que tem a maior expectativa de vida: 81 anos. Buritizal tem na tranqüilidade uma de suas principais características. Essa é uma das explicações da enfermeira-chefe do Posto de Saúde, Valéria Ignácio Paula, para os moradores terem uma longevidade maior. Valéria conta que a cidade tem hoje 447 idosos e mais de 150 fazem parte do Grupo da Terceira Idade. "Eles fazem ginástica, atividades artesanais e, toda sexta-feira, estão no forró", disse. Rifaina é a única cidade da região que não ultrapassa os 60 anos. A pesquisa do Seade revela que a média de vida dos rifainenses é de 58 anos. O secretário de Saúde, Antônio Carlos Marcelino, disse que os dados não correspondem à atual realidade. "A qualidade de vida dos nossos idosos melhorou muito nos últimos anos. Acredito que agora a longevidade é de, no mínimo, 65 anos", disse ele. O Clube da Terceira Idade daquela cidade tem 80 participantes, que se encontram religiosamente toda quinta-feira para dançar forró. Em Batatais, a longevidade da população aumentou em sete anos de 2000 para 2004, passando de 68 para 75. O crescimento da população idosa impulsiona o surgimento de casas de apoio e centros de atendimento a esse público-alvo. Há um mês e meio, por exemplo, a Loja Maçônica Amor e União, com o apoio da prefeitura, inaugurou o Centro Integrado de Atendimento ao Idoso Amor e União, onde são oferecidos atendimentos médico e odontológico, terapia ocupacional e sessões de fisioterapia, em regime de semi-internato. O Fundo Social de Solidariedade também mantém um programa voltado para pessoas da terceira idade, o Projeto Renascer. "Depois que entrei, parei de tomar todos os remédios que eu tomava", disse a dona de casa Aparecida Buraneli, 78. Em todo o Estado de São Paulo, Oscar Bressane, na região de Marília, é a cidade que lidera o ranking de expectativa de vida: 94 anos.

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