‘Clube dos 13’ não garante vitória


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Poucos minutos após cumprimentar Joaquim Ribeiro (PSB), ainda durante a sessão que elegeu o peessebista para a presidência da Câmara no ano que vem, Sidnei Rocha (PSDB) arrancou gargalhadas de alguns de seus secretários ao afirmar que poderia contar com o apoio de uma bancada governista com 13 votos em 2007. Há 12 dias, o tucano comemorava a suposta adesão dos vereadores do PSB à base situacionista, o que ampliaria ainda mais o domínio que o prefeito tem tido nas votações da Câmara. Pelo menos, em tese. A adesão comemorada parece ilusória. Na sessão extraordinária realizada na última sexta-feira, “o clube dos 13” não disse amém à vontade de Sidnei Rocha. Convocada por Sidnei para a aprovação de projeto de sua autoria que pretende reajustar as taxas municipais em até 194% e aumentar o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) duas vezes mais do que o previsto, a reunião deu indícios, mas não foi suficientemente esclarecedora para confirmar a “superbancada”. Os vereadores do PSB, Valter Gomes, Joaquim Ribeiro e Maurício Chinaglia, praticamente se abstiveram da discussão da proposta, que acabou adiada. Valter, o líder do partido, subiu à tribuna somente depois dos pronunciamentos de outros colegas. Em seu discurso, adotou inicialmente um tom governista que dava inveja a seu antecessor, o líder de Sidnei na Câmara, Jepy Pereira (PSDB). No entanto, pouco depois, foi simples para Valter aderir ao discurso da oposição petista e sinalizar que não aprovaria a proposta. Todos no plenário sabiam que o projeto não seria mesmo aprovado na sexta-feira e, com o pedido de adiamento feito por Jepy na seqüência, o PSB não precisou decidir entre romper a lua-de-mel com o prefeito pouco mais de uma semana depois de selá-la. Na mesma sessão, pouco antes de Valter, quem não fez questão de manter as aparências foi Luiz Carlos Fernandes (PDT). O pedetista disse, abertamente, ser contrário à aprovação dos dois reajustes de forma acoplada, já que desaprova o “tarifaço”, e afirmou que o acordo entre o prefeito e sua base para a aprovação do projeto não unificava os reajustes. “Eles tinham um torresmo garantido, mas quiseram o porco inteiro”, disse. Lampejos como de Luiz Carlos e de Marcelo Valim (PSDB), que não usou a tribuna para criticar o projeto do prefeito, mas deu declarações públicas de que o rejeitaria em uma votação, são obstáculos que Sidnei pode encontrar para manter a “superbancada”. Além disso, o décimo terceiro membro aliado, o ressentido e ainda - até 31 de dezembro - presidente da Câmara, Marcelo Mambrini (PMN), pode ser um a menos na conta de Sidnei. Mambrini preferiu não opinar sobre o projeto abertamente antes da sessão de sexta-feira, mas revelou, durante a sessão extraordinária, ser contrário à proposta e promete, para 2007, uma postura independente na Câmara. “Antes, eu votava pressionado. Nunca me senti tão livre como agora”, disse.

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