O fato dos escorpiões sobreviverem em locais quase inimagináveis faz com que eles se tornem uma ameaça difícil de combater. Lixos, terrenos baldios, esgoto, latas ou qualquer local em que ele se sinta protegido podem servir de residência para esta praga. Na cidade, são mais comuns os escorpiões amarelos. Essa, aliás, é a espécie que causa mais problemas.
Segundo Fernando Baldochi, 90% das reclamações se referem aos escorpiões amarelos. “Eles se proliferam na tubulação de esgoto. Lá, não têm alimento algum, então, saem à noite em busca de comida. Se vedadas as caixas de gordura e ralo, dificilmente vão entrar em casa”.
Baldochi explicou que venenos não são eficazes contra o escorpião. Não há nenhum produto químico capaz de matá-los. “A maneira de evitar o aparecimento desse animal se restringe aos cuidados com a casa, especialmente, em não deixar lixos ou materiais de construção acumulados”.
Em caso de ser picado, a indicação é procurar o mais rápido possível o pronto-socorro. O ideal é levar o escorpião para identificação. A rapidez no atendimento em acidentes com qualquer animal peçonhento pode garantir uma vida. A automedicação pode ser fatal e não deve ser realizada. Vale lembrar que os escorpiões só atacam o homem quando se sentem acuados e em circunstância de defesa.
Os escorpiões passam até um ano sem comer. Eles ingerem quantidades imensas de alimento (baratas, grilos, moscas, cupim), mas só precisam de 10% da comida de que necessitam. Consomem pouca água, quase nada durante sua vida inteira.
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