Invasão de escorpiões assusta francanos


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Guilherme Borges mostra o escorpião encontrado na casa da avó Eunice Damasceno: só neste ano, ela se deparou com três
Guilherme Borges mostra o escorpião encontrado na casa da avó Eunice Damasceno: só neste ano, ela se deparou com três
Pequeno, mas com o poder de matar um ser humano apenas com uma picada, o escorpião se transformou no pesadelo de boa parte dos moradores de Franca. A cidade vive hoje uma invasão desses animais. Só na Vigilância Ambiental, órgão ligado à Prefeitura, são registradas, por mês, mais de 240 reclamações. As áreas mais infestadas são o centro da cidade e as proximidades do Cemitério Santo Agostinho. “No Centro, o número de imóveis com construção antiga e porão é muito grande. Os escorpiões adoram esse tipo de ambiente, porque encontram comida farta e segurança. No cemitério, são as baratas que os atraem”, disse Fernando Baldochi, chefe de Vigilância em Saúde do Município. Os escorpiões se alimentam de baratas, formigas e qualquer inseto menor que eles. Nesta época do ano, a presença é maior porque é no calor e na umidade que os animais se reproduzem. “O esgoto é lugar ideal para isso. Como são animais de hábitos noturnos, à noite saem em busca do seu alimento e, às vezes, não conseguem voltar. Aí se enroscam em roupas, frestas de portas e sapatos”. Valéria Raimundo, 42, secretária de escola, sabe bem o que é isso. Por três vezes, ela se deparou com escorpiões em sua casa na região central da cidade e já foi picada duas vezes. “Fui vestir uma calça jeans que estava no banheiro, não pensei que pudesse ter algo dentro. Só a hora que coloquei a perna e senti a dor da picada é que percebi que um escorpião se escondia lá”. Ela precisou procurar o pronto-socorro, onde foi medicada. Sua segunda picada aconteceu quando ela foi dobrar uma rede de balanço. “Nem me preocupei com nada. Não sabia que eles (os escorpiões) eram capazes de subir nas coisas. “Só senti aquela dor terrível e sabia que era um escorpião”. Após cada picada, Valéria procurou um hospital para se medicar. Segundo ela, foram feitas infiltrações para a retirada do veneno. “Mesmo assim a dor é terrível. Dói, por, pelo menos, 24 horas sem parar. Fora as ânsias e o mal-estar”. Na Vila Formosa, a aposentada Eunice Damasceno Silva, 63, também encontrou três escorpiões em casa. Um grande e dois pequenos. Ela teve mais sorte que Valéria e não chegou a ser picada, mas passou a dar mais atenção às saídas dos ralos e esgotos. “Vedei com telinhas para evitar essa ‘surpresa’ de novo”, conta. O procedimento que Eunice e Valéria adotaram é o mais indicado, já que não existe nenhum veneno capaz de matar os escorpiões. “O melhor jeito de se prevenir das picadas é mesmo vedar os ralos e frestas das portas”, disse Baldochi.

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