Um carcereiro da cadeia do Jardim Guanabara é alvo de uma investigação da Polícia Civil que apura seu envolvimento com bandidos ligados ao PCC (Primeiro Comando da Capital). Na manhã de ontem, a mulher do policial foi detida tentando movimentar uma conta que seria de líderes da facção criminosa. Ele foi afastado preventivamente de suas funções até a apuração dos fatos. Caso fique comprovada a ligação com o PCC, o carcereiro será suspenso e responderá por favorecimento ao crime organizado. Foi o terceiro caso grave envolvendo policiais civis de Franca em apenas dez dias.
A polícia investiga o carcereiro desde o começo do ano e estaria monitorando seus passos por meio de escutas telefônicas. Ontem, recebeu denúncia de que a mulher dele estava em uma agência bancária do Centro tentando movimentar uma conta bloqueada. Ela disse ao gerente que havia depositado R$ 500 no começo do mês e que o dinheiro não havia caído.
A gerência foi checar o ocorrido e descobriu que a conta estava bloqueada por determinação do Ministério Público e do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais), suspeita de funcionar como um “caixa” do PCC. A Polícia foi acionada e a mulher levada para delegacia para prestar esclarecimentos. “Ela foi ouvida e disse que havia efetuado o depósito a pedido do marido. Confirmou também já ter feito vários outros depósitos com dinheiro proveniente da cadeia”, contou o delegado seccional, Maury de Camargo.
Depois do depoimento, o carcereiro foi removido imediatamente da cadeia e realizará funções burocráticas na delegacia seccional até o esclarecimento dos fatos. Por enquanto, responderá apenas por infração administrativa, mas sua situação pode se complicar. “Suponho que a conta seja uma das que estavam sob embargo por serem ligadas ao PCC. Até terça-feira, já tenho documentos para confirmar os motivos do bloqueio. Se a conta for mesmo da facção, ficará claro que o policial está favorecendo o crime organizado e poderá, inclusive, ser demitido”, garantiu o delegado seccional.
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