Sexo masculino, cor branca, profissão definida, solteiro, idade entre 31 e 35 anos, residente perto de onde foi morto ou seqüestrado. Estas são as principais características da maioria das vítimas de assassinato neste ano em Franca. Destaca-se que o recente perfil anterior - negro, desempregado ou desocupado e com idades entre 16 e 24 anos - foi substancialmente alterado.
Nos tempos atuais, a maioria dos mortos por assassinato é do sexo masculino (18 vítimas), correspondendo a 81,8%. Apenas quatro eram do sexo feminino, o que equivale a somente 18,2%, a maioria morta por motivos passionais.
Os homens também prevalecem como autores destes crimes: 11, representando 50%. Dois homicídios (9%) foram cometidos por mulheres, ambos contra seus maridos. Há ainda nove assassinatos que não foram esclarecidos que representam aproximadamente 41% do total. Dos 22 mortos, 19 eram de cor branca (86,3%) e três de cor negra, por coincidência, todas mulheres.
Dos 22 mortos em 2006, segundo os dados da Seccional de Polícia e do acervo do Comércio, cinco eram sapateiros, cinco comerciantes e cinco desempregados (22,7% cada item). Categorias como curtumeiro, doméstica, industrial, vigilante e químico representaram os outros 31,9%. Em termos de faixa etária, a maior parte das vítimas tinha entre 31 e 36 anos e 41 e 45 anos (cinco em cada faixa). Ao contrário de anos anteriores, não houve vítimas de assassinato na faixa etária entre 16 e 20 anos.
O delegado Wanir Silveira Júnior, titular da DIG (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes), entende que traçar perfis da vítima e local do crime é um procedimento básico para o esclarecimento dos homicídios. Ele disse que, apesar da lógica, a atuação do PCC (Primeiro Comando da Capital) tem mudado o perfil na execução de homicídos.
“A organização manda quem está na rua fazer o crime. Pode ser escalado um bandido jovem para matar uma pessoa mais velha, ou vice-versa.”
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