O ex-presidente da Câmara de Vereadores de Ribeirão Corrente, Luzimar Batista (PSC), teve os seus bens bloqueados na tarde de ontem pelo juiz da 1ª Vara Civil, João Sartóri. A medida foi tomada após a acusação do promotor de Justiça Paulo César Borges, que apura uma série de irregularidades que teriam sido praticadas por Batista durante as obras de ampliação do prédio da Câmara no primeiro semestre deste ano.
Segundo o promotor, enquanto durar o processo, o vereador não poderá dispor de nenhum de seus bens como imóveis, terrenos ou veículos. “Sem autorização da Justiça, ele não pode vender nada”, disse Borges, sem prever quanto tempo os bens ficarão bloqueados.
O vereador é acusado de ter comprado material de construção diretamente de comerciantes da cidade sem realizar o processo licitatório. Foram gastos R$ 27 mil, sendo que o limite (sem licitação) é de R$ 8 mil. Luzimar Batista se irrita com as acusações. “Primeiramente, não gastei R$ 27 mil como estão falando. Gastei R$ 24 mil. Isso é pura politicagem. Eu não esperava por este resultado. Fiz uma administração direita. A minha família é pobre e trabalha para viver”, disse.
Até o início da noite de ontem, Batista não tinha sido informado oficialmente do bloqueio de seus bens. “Vou esperar o comunicado oficial para acionar meu advogado”. O ex-presidente da Câmara também é acusado pelo Ministério Público de ter falsificado o holerite em nome de sua filha, para usá-lo no financiamento de uma caminhonete. “Isso é mentira. Minha filha não assinou holerite nenhum. E a caminhonete também não está no nome dela”, se defendeu. Ao ser indagado em nome de quem estaria a caminhonete, Luzimar disse: “Nem no meu, nem no dela. Do ex-dono”.
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