Sebastião Ananias, secretário de Finanças, deixou a Câmara Municipal desolado com o adiamento de uma definição sobre o projeto do tarifaço e do reajuste do IPTU. O empenho de Ananias para a aprovação da proposta foi tanto que, em conversa com o vereador Joaquim Ribeiro, ele chegou a condicionar a aprovação do projeto à sua permanência no governo. Depois do adiamento, durante entrevista à imprensa, o secretário esteve prestes a chorar. O secretário disse que aguardará uma nova votação na semana que vem para imprimir os carnês do imposto e que isso pode atrasar o envio para os contribuintes.
“Entendo que não há porque ficar protelando esse projeto. Mas os vereadores são o Poder Legislativo e assim decidiram”. Ananias disse que agora está iniciada uma corrida contra o tempo, pois o adiamento vai prejudicar a emissão e a distribuição dos carnês e provocará um atraso de cerca de cinco dias na entrega. “Não são dez carnês, são 140 mil. O cidadão que está preparado para pagar seu imposto antes do dia 15 (de janeiro) e quitá-lo com 10% de desconto vai receber o carnê muito próximo do vencimento.”
Perspicaz, o secretário transferiu a responsabilidade pelo problema aos parlamentares. “Entendo que os vereadores na próxima semana não terão nenhuma desculpa para alegar desconhecimento do projeto. Vou esperar a decisão para mandar confeccionar os carnês”, disse. Seja qual for a definição da Câmara, o secretário afasta a possibilidade de enviar carnês adicionais com IPTU não cobrado nos anos de 2003, 2004 e 2005.
O secretário criticou o vereador Silas Cuba, que disse, na tribuna, que o projeto trazia uma “cortina de fumaça” para esconder mais reajustes. “Eu tenho um bom relacionamento com a oposição liderada por ele (Silas) e pelo Gilson (Pelizaro), mas quem fez o governo que fez no passado não tem moral para falar que nós estamos fazendo jogada subterfúgia (sic)”, atacou.
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