A geração de emprego em Franca fechou novembro no vermelho. Dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho, divulgados nesta semana, confirmam que o mês de novembro foi o pior do ano na geração de vagas de trabalho. Foram fechados 1290 postos, a maioria oriunda da indústria de transformação, composta basicamente por fábricas ligadas ao setor couro-calçadista. O total é resultado da diferença entre admissões e demissões.
Não é a primeira vez que o saldo fica negativo em novembro. Pelo menos nos últimos três anos, o índice se manteve no vermelho. No mesmo período do ano passado, o saldo do Caged apontava o índice negativo de 143 postos.
No Sindicato dos Sapateiros de Franca, o fechamento de postos de trabalho nessa época é vista com naturalidade. “Todo ano acontece, faz parte da sazonalidade do setor. Nos meses de dezembro e janeiro, há redução no número de pedidos e as empresas demitem para ficar livre de duas folhas de pagamento”, explicou o presidente do sindicato, Paulo Afonso. “É uma cultura ruim, uma tática que não concordamos, porém não há o que ser feito”, completou. Segundo Afonso, as demissões na Calçados Samello também contribuíram para que o saldo ficasse ainda mais negativo.
Apesar dos fechamentos de mais de mil vagas, no acumulado de 2006, o saldo ainda é positivo, com mais de oito mil vagas criadas com carteira assinada. Segundo o subdelegado regional do Trabalho em Franca, Jamil Leonard, durante todo o ano, os saldos de emprego tiveram índices positivos, principalmente em conseqüência do aquecimento de setores como comércio e serviços.
Somente entre setembro e outubro foram gerados mais de três mil empregos nesses dois setores. Nesses dois meses, Franca recebeu dois hipermercados. “O perfil da cidade mudou. Os setores comercial e de serviços seguraram o emprego em Franca. Se a pessoa sai da indústria, muitas vezes ela acaba recontratada em um desses setores”, disse Leonard.
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