Com a mesma esperteza que usava para enganar compradores e vendedores de veículos, Marcelinho está “dando um baile” na Polícia Civil de Franca. Desde que escapou das mãos dos investigadores da DIG após ser preso pela PM, ele não foi mais visto. O delegado seccional Maury de Camargo disse que a DIG deveria dar uma resposta à sociedade e recapturá-lo o mais rápido possível.
Já se passaram mais de 50 horas e o fujão não foi encontrado. Sua prisão é tida como questão de honra pelos policiais civis. Contatos telefônicos foram feitos com “Marcelinho”. Temendo represálias, ele não quis saber de conversa. Nenhum policial aceitou falar oficialmente sobre o caso.
Após decretar a prisão dos dois policiais por facilitação de fuga e exigir uma rígida apuração dos fatos, o delegado seccional passou a quinta-feira em Ribeirão Preto e não foi encontrado pela reportagem para falar sobre o caso. Os investigadores Amato e Régis não deram expediente ontem na DIG. Eles aguardam a publicação de suas remoções no Diário Oficial para assumirem novas funções no 4º e 5º DPs, respectivamente.
A Corregedoria da Polícia Civil instaurou uma sindicância interna para apurar a conduta dos policiais. Dependendo do rumo das investigações, podem ser advertidos ou suspensos. A possibilidade de demissão é remota. Eles podem trabalhar normalmente durante a apuração dos fatos e só serão punidos caso tenham a culpa comprovada. Entrevistado pelo Comércio na terça-feira, Amato disse que a fuga foi uma “fatalidade”.
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