Movimento de credores na Samello é pequeno


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O interventor judicial da Samello, o contador Ernesto Volpe Filho, disse ontem que os mais de dois mil credores da empresa terão até o dia 23 de janeiro para contestar os valores das dívidas, divulgados na quarta-feira no Diário Oficial e anteontem no Comércio da Franca. Até esta data, também, pessoas ou empresas que tenham recursos a receber terão de se apresentar ao interventor. Durante o dia de ontem, ao contrário do que se esperava, a movimentação de credores na Samello praticamente inexistiu. As poucas pessoas que se dirigiram à portaria da empresa iam em busca de informações. Não houve qualquer tumulto. "O pessoal está recebendo as correspondências e sendo informado de que poderão se manifestar entre 8 e 23 de janeiro", disse Volpe Filho. Mesmo diante do grande número de credores e do curto espaço de tempo, o interventor disse que ainda não está agendando datas para realizar os atendimentos. "Correrá tudo bem, porque quem estiver de acordo pode se manifestar por carta ou até mesmo ficar quieto. Só me procurará quem achar que tem valores diferentes", disse. Volpe Filho acrescenta ainda que o prazo divulgado no edital foi modificado em virtude do recesso do Fórum. Os novos credores, ou seja, aqueles que não tiveram publicados seus eventuais créditos com a Calçados Samello, têm de comparecer na sede da empresa ou telefonar para que sua situação seja revista. "Nestes casos, analisaremos a contestação destas pessoas e regularizaremos sua documentação para que possam ser incluídas", disse o interventor. Entre os credores da empresa estão aproximadamente 1,6 mil ex-funcionários demitidos, ou com saldos de acordos trabalhistas não quitados pela Samello. Até mesmo pessoas que atuaram junto a prestadores de serviços estão na lista. Tais dívidas alcançam a marca de R$ 8,6 milhões, sendo que a maior parte, R$ 6,7 milhões, é devida aos ex-empregados da matriz, em Franca. As dívidas totais da empresa ultrapassam os R$ 65 milhões.

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