É Natal


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Chegamos novamente ao período que a tradição reservou para as comemorações do Natal de Jesus. Natal que significa nascimento, ou melhor, renascimento! Não apenas o renascimento de Jesus, mas renascimento das esperanças, dos sonhos, das alegrias. Todos sabemos que o dia 25 de dezembro é um dia que se refere aos hábitos e costumes europeus e que Jesus, provavelmente, não nasceu nesse dia e nem em dezembro. Estudiosos de todas as denominações religiosas calculam o nascimento de Jesus cerca de 4/6 anos antes da data tradicionalmente assinalada e num período compreendido entre fevereiro/março. O que importa porém, é o conteúdo da mensagem de Jesus, que é a maior mensagem endereçada ao coração do homem. E, se Jesus se fez homem na mangedoura, é preciso urgentemente, transformar o nosso coração na mangedoura sublime onde o Cristo faça, novamente, sua morada. Isto para que não aconteça que o principal convidado do Natal, que é Jesus, seja esquecido nas comemorações. Sabemos o quanto os interesses humanos "comercializaram" o Natal. Sabemos da máquina da propaganda criando necessidades de consumo que não existem. No entanto, independentemente dos presentes, é preciso que Jesus seja presente no nosso coração e na nossa Mente e não apenas nas palavras quase automáticas que pronunciamos. Se a hora é de Natal, que tal convidar o Cristo para a nossa mesa? E, certamente que aí Ele estará. Ele mesmo disse que quando duas ou mais pessoas se reunissem em seu nome aí Ele estaria. Nem será necessária uma mesa farta e um lauto jantar. Será preciso, isto sim, que nos lembremos dos "pobres e estropiados" do caminho que Ele nos ensinou a convidar. É na presença deles que o Mestre sempre estará. O Mestre não se condiciona às conveniências humanas. Ele está sempre ao lado "desses pequeninos" e "deserdados" do mundo e que são irmão dele e nossos, clamando pela presença do Cristo através dos nossos atos. Diz a questão nº 625 de "O Livro dos Espíritos" que o Cristo é o nosso modelo e guia, sendo o mais perfeito espírito que passou pela Terra. E se queremos seguir os passos desse modelo e guia, o caminho é o do perdão, da humildade, da fraternidade, em fim, do amor que tanto Ele pregou e tanto vivenciou. O Natal é a grande oportunidade de renascer em nós a mensagem do Cristo, vivo nos nossos atos e palavras, para que, em nos modificando, modifiquemos a humanidade toda. FELIPE SALOMÃO é bacharel em Ciências Sociais e membro da diretoria do Instituto de Divulgação Espírita de Franca (IDEFRAN)

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